Trump deixa em aberto prazo para tarifas contra China, com quem tem relação "irritante" (Reuters)

Publicado em 12/06/2019 19:38
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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou-se nesta quarta-feira a fixar prazo para imposição de tarifas adicionais sobre 325 bilhões de dólares em produtos chineses e disse que a relação com Pequim é boa, mas "irritante", depois que a China rechaçou compromissos para um acordo comercial.

Dizendo que ainda pretende se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, no final deste mês, Trump tem repetidamente ameaçado intensificar uma guerra comercial que já dura meses, colocando tarifas sobre quase todas as importações chinesas ainda não taxadas, que incluem produtos como telefones celulares, computadores e roupas.

Perguntado se tem um prazo para a China fazer progressos em direção a um acordo antes de enfrentar a penalidade adicional, Trump disse que não.

"Eu não tenho prazo", disse ele em entrevista coletiva. "Vamos descobrir o prazo final. Ninguém consegue saber exatamente qual (é esse prazo)."

Antes, Trump havia dito que decidirá, após a reunião do G20 no Japão no final de junho, se vai cumprir sua ameaça.

Washington já impôs tarifas de 25% sobre 250 bilhões de dólares em mercadorias chinesas, desde semicondutores até móveis, exportados aos Estados Unidos.

O presidente norte-americano reiterou sua crença de que indústrias estão deixando da China sob pressão das tarifas que os EUA já impuseram em benefício da indústria norte-americana.

"Acho que vamos acabar fazendo um acordo com a China. Temos um relacionamento muito bom, embora seja um pouco irritante agora, como seria de se esperar. Acho que eles realmente têm que fazer um acordo."

Embora Trump tenha dito que planeja se encontrar com Xi na cúpula do G20 no Japão, o governo chinês não confirmou nenhuma conversa planejada.

As negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo desmoronaram em maio. Autoridades do governo Trump disseram que a China enfraqueceu compromissos assumidos em questões como impedir o roubo de propriedade intelectual.

"Pensamos que tínhamos um acordo e, infelizmente, eles decidiram que iam mudar o acordo e não podem fazer isso comigo. Mas algo vai acontecer e acho que vai ser algo muito positivo", disse Trump.

Os Estados Unidos querem que a China mude suas práticas comerciais ao não exigir que as empresas norte-americanas compartilhem sua tecnologia para fazer negócios no país asiático, reduzindo os subsídios para empresas estatais chinesas e aumentando o acesso aos mercados chineses.

Trump diz ter um sentimento de que EUA chegarão a acordo comercial com a China

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que tem um sentimento de que um acordo comercial entre EUA e China pode ser alcançado e mais uma vez ameaçou elevar as tarifas sobre produtos chineses se eles não selarem um acordo.

Falando a repórteres na Casa Branca, Trump reiterou sua intenção de se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, mas não forneceu mais detalhes.

Trump diz estar certo de que Hong Kong e China conseguirão resolver impasse

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que está certo de que a China e Hong Kong serão capazes de resolver as coisas após se tornarem caóticos os protestos em massa contra uma lei de extradição que permitiria às pessoas serem mandadas à China para julgamento.

Trump falou a repórteres na Casa Branca após a polícia de Hong Kong disparar balas de borracha e gás lacrimogêneo contra manifestantes que atiraram garrafas plásticas.

Trump e Biden exibem estilos distintos em possível prévia da disputa eleitoral de 2020

Pré-candidato democrata à Presidência dos EUA Joe Biden durante encontro com eleitores em Iowa
  • Por James Oliphant

WEST DES MOINES, Estados Unidos (Reuters) - Mais de um ano antes da eleição presidencial de 2020, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-vice-presidente Joe Biden disputaram espaço no Estado de Iowa na terça-feira, trocando farpas, testando suas mensagens e oferecendo um vislumbre de um possível confronto entre os dois.

Trump e Biden, o pré-candidato democrata mais bem cotado, estiveram no Iowa no mesmo dia pela primeira vez na pré-corrida presidencial. Biden fez uma série de eventos de campanha no Estado, que realizará a primeira convenção primária democrata em fevereiro.

Trump compareceu a um evento de divulgação de biocombustíveis e depois discursou em um evento de arrecadação de fundos estadual do Partido Republicano.

"Não planejamos isso", brincou Biden em um evento.

Mas não se viram muitas amenidades entre os dois ao longo do dia. Com meros quatro anos de idade de diferença, eles exibiram estilos políticos dramaticamente distintos.

Usando sua abordagem de longa data, Trump, de 72 anos, menosprezou o rival em potencial com uma série de insultos no início do dia, zombando da idade, da aparência e da inteligência de Biden e chamando-o de "perdedor".

Biden, de 76 anos, reagiu, mas com mais moderação, preferindo se concentrar nas ações de Trump como presidente. Em uma parada em Ottumwa, ele se referiu a Trump como "uma ameaça aos nossos valores centrais".

As alfinetadas ilustram o desafio que Trump representa para Biden. Ao invés de se ater a uma única questão política, a campanha de Biden foca na ideia da volta da decência pública e da modéstia política. Grande parte de seu discurso padrão se dedica ao que ele denomina como valores nacionais.

"Temos que ser muito mais civilizados na maneira como nos confrontamos", disse Biden aos repórteres em Mount Pleasant. "O sistema não está falido. A política está falida".

Trump emprega uma abordagem política muito mais agressiva. Ele reformulou a natureza da presidência à sua maneira, usando as redes sociais com uma rispidez característica, desafiando aliados de longa data dos EUA e questionando tradições de Washington antes vistas como sacrossantas.

Em campanha, Biden diz com frequência que vê o primeiro mandato de Trump como uma "aberração". Um segundo mandato, alerta, "mudará fundamentalmente quem somos como nação".

Trump está buscando a reeleição há tempos, mas fará um evento de lançamento oficial na semana que vem na Flórida. Nenhum republicano se apresentou para disputar com ele a nomeação do partido.

Fonte: Reuters

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