China está preparada para longa disputa comercial com os EUA, diz jornal partidário

Publicado em 17/06/2019 08:44 e atualizado em 17/06/2019 09:15
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XANGAI (Reuters) - Os Estados Unidos subestimaram a vontade do povo chinês ao travar uma guerra comercial e a China está preparada para uma longa batalha econômica, disse no domingo um importante jornal do Partido Comunista chinês.

A China não vai ceder a seus princípios em suas negociações com os EUA para acabar com a disputa, disse o comentário publicado no jornal ideológico Qiushi, ou Buscando a Verdade.

O editorial representa "mais uma mobilização da sociedade chinesa" na luta contra a pressão comercial dos EUA, escreveu Hu Xijin, editor-chefe do jornal estatal Global Times, em uma publicação no Twitter.

"A China não terá medo de quaisquer ameaças ou pressões que os EUA estejam fazendo que de podem agravar as disputas econômicas e comerciais. A China não tem escolha, nem rota de fuga, e só terá que lutar até o fim", disse o comentário.

"Ninguém, nenhuma força deve subestimar e menosprezar a vontade de aço do povo chinês e sua força e tenacidade para lutar em uma guerra."

Os EUA iniciaram uma disputa tarifária com a China em 2018, buscando mudanças estruturais radicais do país asiático e alegando que os chineses estavam envolvidos em roubo de propriedade intelectual por muitos anos, o que a China nega.

Mas as tensões aumentaram drasticamente em maio, depois que o governo do presidente Donald Trump acusou a China de não cumprir as promessas feitas durante meses de negociações.

O comentário também acusou os EUA de tentarem dificultar a inovação tecnológica chinesa.

"Precisamos manter firme a iniciativa de inovação e desenvolvimento em nossas mãos, aumentar o investimento e a pesquisa em áreas-chave de tecnologia, unir talentos de mais alto valor, aperfeiçoar a inovação e nos livrar do problema tecnológico", afirmou.

O Qiushi disse que os consumidores e empresas dos EUA colheram enormes benefícios do comércio com a China e advertiram que os atritos comerciais teriam, inevitavelmente, um sério impacto negativo sobre a economia dos EUA.

(Por Brenda Goh e Samuel Shen; Reportagem Adicional de Ben Blanchard em Pequim)

Fonte: Reuters

1 comentário

  • Luan Henrique Guimarães do Nascimento Taquarituba - SP

    Estados Unidos querendo mandar no mundo, China tem condições de ser o maior país do mundo em economia, Brasil deveria abrir mais as portas para os chineses, que demonstram ter grande competência para gestão, visto que na década de 90 tinha mesmo faturamento que o Brasil, vinte nove anos depois nem é preciso dizer muita coisa, né.
    Abriria as portas do nosso país para os chineses, para eles nos ajudarem a nos desenvolver economicamente, nosso país cresceria muito mais.

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