Dólar aprofunda queda a 1% e DIs recuam após comentários de autoridade do Fed

Publicado em 18/07/2019 16:50
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Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar acelerou expressivamente as perdas ante o real, enquanto os juros futuros negociados da B3 também intensificaram as quedas, em sintonia com a forte reação dos mercados financeiros no exterior após comentários de um influente autoridade do Federal Reserve fortalecerem expectativas de corte agressivo de juros pelo banco central norte-americano.

Às 15h46, o dólar à vista <BRBY> cedia 0,81%, a 3,7300, chegando a cair abaixo desse patamar, em queda de 1,01%, nas mínimas desde o fim de fevereiro.

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez <DOLc1> recuava 0,89%, para 3,7335 reais.

Ainda na Bolsa, o DI janeiro 2020 <DIJF20>, o mais negociado, caía 2,5 pontos-base, para 5,69% ao ano, enquanto o DI janeiro 2025 <DIJF25>, mais correlacionado ao cenário externo, devolvia 4 pontos-base, a 6,92%.

O dólar e os juros tinham quedas moderadas até as 15h, mas foram alvos de fortes vendas depois de o presidente do Fed de Nova York, John Williams, dizer que autoridades precisam dar mais estímulos logo para lidar com a inflação baixa demais quando os juros estão perto de zero e que não podem esperar que um desastre econômico se desenrole.

"O dólar está caindo forte... e os comentários do vice-chair do Fed sobre a política monetária elevaram as chances de corte de 0,50 ponto percentual do juro pelo Fed no fim deste mês para 53,5%", disseram analistas do DailyFX.

Juros mais baixos nas principais economias melhoram a relação risco/retorno para aplicações em ativos de mercados mais arriscados, como os emergentes, o que pode estimular entrada de capital para o Brasil, contribuindo para alívio no dólar e nas taxas da renda fixa.

O índice <.DXY>, que mede o valor do dólar frente a uma cesta de moedas, recuava 0,41%, para o menor nível em três sessões.

O "yield" do Treasury de dois anos <US2YT=RR>, mais influenciado pelas expectativas para a política monetária dos EUA, abandonou a alta de mais cedo e passou a cair a 1,7826% ao ano, ante máxima de 1,844% nesta sessão e fechamento de 1,836% da véspera.

Fonte: Reuters

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