Bolsonaro segue apresentando melhora, permanece em dieta endovenosa

Publicado em 14/09/2019 15:19
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SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro continua mostrando melhora em seu quadro de saúde, mas segue sob alimentação endovenosa, afirmou a equipe médica responsável pelo tratamento, em comunicado à imprensa neste sábado.

"O presidente...continua apresentando melhora clínica progressiva. Permanece sem dor, afebril e com melhora dos movimentos intestinais", afirma a equipe médica do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

"Aceitou muito bem a dieta líquida e segue com alimentação parenteral (endovenosa). Mantida a fisioterapia respiratória e motora, deambulando pelo corredor. As visitas seguem restritas", acrescentaram os médicos.

Bolsonaro, de 64 anos, foi operado no domingo passado para correção de uma hérnia incisional no abdômen, em um procedimento considerado bem-sucedido pelos médicos, mas que durou mais do que o previsto pelo fato de o intestino ter novamente aderido na parede abdominal.

Na véspera, médicos retiraram a sonda nasogástrica que o presidente vinha usando durante o pós-operatório.

O cirurgião Antonio Luiz Macedo fala à imprensa no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, sobre o estado de saúde do presidente Jair BolsonaroMarcello Casal Jr/Agencia Brasil

Bolsonaro tem melhora clínica progressiva e continua com dieta líquida 

O presidente Jair Bolsonaro continua hoje (14) recebendo dieta líquida, complementada pela alimentação endovenosa (pelas veias). Segundo o boletim médico divulgado neste sábado pelo Hospital Vila Nova Star, ele apresentou “melhora clínica progressiva” e não teve dor ou febre. As visitas ainda estão restritas.

Recuperação lenta

De acordo com o cirurgião Antônio Luiz Macedo, responsável pelo procedimento ao qual Bolsonaro foi submetido no domingo passado (8), o presidente tem como característica a demora para retomar as funções intestinais. O médico explicou que no processo de recuperação das duas outras vezes em que o operou, em setembro de 2018 e em janeiro deste ano, o intestino de Bolsonaro só voltou a funcionar em um processo lento. “É sempre um retorno lento. Mas quando retorna, vai rápido”, enfatizou ao comentar o estado de saúde do presidente.

Essa característica também está presente neste pós-operatório, segundo Macedo, apesar das condições favoráveis para a recuperação. “Ele está evoluindo bem, mas existe certa dificuldade no retorno intestinal”, acrescentou.

O presidente chegou a receber dieta líquida a partir de segunda-feira (9), um dia após a cirurgia para a correção de uma hérnia no abdômen, em consequência das outras cirurgias que fez após a facada recebida em setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral. A alimentação oral, no entanto, foi suspensa na quarta-feira (11).

Foi introduzida ainda uma sonda nasogástrica para retirar o excesso de gás e líquido. O equipamento foi retirado na manhã de sexta-feira (13), quando também foi retomada gradualmente a ingestão de líquidos.

Com o atraso na recuperação, na quinta-feira (12) foi estendido o prazo de afastamento de Bolsonaro da Presidência por quatro dias, por decisão da equipe médica. O vice-presidente, Hamilton Mourão, segue no exercício da Presidência por este novo período.

A partir de hoje, Bolsonaro pode receber, de acordo com o médico, alimentos líquidos sem restrição. Macedo disse, entretanto, que vai aguardar o melhor momento para passar a uma dieta cremosa, com alimentos um pouco mais consistentes, evitando sobrecarregar o intestino.

Esta é a quarta cirurgia a que o presidente se submete desde o ataque sofrido em setembro do ano passado.

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'Intestino não está funcionando como eu quero, mas está melhor', diz médico sobre Bolsonaro (no Estadão)

O médico responsável pela cirurgia do presidente Jair Bolsonaro, Antônio Macedo, afirmou neste sábado, 14, que o intestino do paciente não está evoluindo conforme desejado, mas está melhor.

Em todas as cirurgias feitas, conforme ele, houve certo retardo da função intestinal. "Quando a (função intestinal) retorna, aí vai rápido (a recuperação). De ontem para hoje, tivemos uma melhora significante dos movimentos”, explicou Macedo, em coletiva de imprensa, nesta manhã.

Bolsonaro no hospital

O presidente Bolsonaro durante live de 3 minutos, de hospital onde está internado em São Paulo Foto: Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro

De acordo com o médico, essa demora não estaria relacionada ao procedimento feito no último domingo, dia 8. Ele lembrou que o presidente Bolsonaro já havia passado por outras três cirurgias. “São três diferentes. Ele foi muito bem tratado, mas repercutiu com uma paralisia intestinal longa e muitas aderências. Agora, já tinha bastante aderência. Na cirurgia do dia 28 de janeiro, já havia paralisia intestinal. A gente trata, e volta a aderência, então existe uma certa dificuldade no retorno normal da função intestinal”, explicou.

Segundo Macedo, existe uma série de substâncias para tentar evitar que aderências voltem a se formar e que uma delas, inclusive, foi usada na cirurgia do dia 28 de janeiro. O médico não revelou qual medicamento usado. Disse apenas que é uma substância complexa e a "mais famosa", mas que a imunização teria sido baixa uma vez que o quadro intestinal de Bolsonaro segue evoluindo no mesmo ritmo.

"Não é muito fácil evitar aderência em um paciente que teve uma peritonite grave, entende? Provavelmente, já tinha uma aderência, mas quando ocorre uma peritonite com a facada e fezes e sangue na barriga, mistura como se fosse queloide interno. A aderência seria, mal comparando, como se fosse uma cicatrização exagerada dentro do abdômen", detalhou Macedo.

Apesar das aderências, o médico afirmou que Bolsonaro está muito bem de saúde, com hemograma perfeito e que não tem nada contra. "Ele está com o coração perfeito, com saúde perfeita, com a musculatura perfeita. Não tem nenhum problema crônico que pudesse atrasar a função intestinal", disse.

Boletim

Segundo o boletim médico do Hospital Vila Nova Star, o presidente continua apresentando melhora clínica progressiva. A nota divulgada neste sábado, 14, relata que ele segue sem dor, afebril e com melhora dos movimentos intestinais.

Bolsonaro se recupera no hospital em São Paulo, de uma cirurgia realizada no domingo, 8, para correção de uma hérnia que surgiu na região do abdômen.  O presidente, segundo o boletim, aceitou muito bem a dieta líquida (endovenosa) que foi reintroduzida na sexta-feira e segue com alimentação parenteral. Foi mantida a fisioterapia respiratória e motora. As visitas, segundo o hospital, seguem restritas.

O procedimento cirúrgico a que o presidente foi submetido foi o quarto após o atentado. A cirurgia durou cerca de cinco horas e foi considerada bem-sucedida pela equipe médica. Na tarde de sexta-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou, em comunicado, que Bolsonaro não reclama mais de dor.

Fonte: Reuters/Agencia Brasil/Estadão

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