Dólar sobe contra real com Brexit e Previdência no radar

Publicado em 21/10/2019 10:03 e atualizado em 21/10/2019 11:22
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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha alta contra o real nesta segunda-feira, com agentes do mercado de olho nos desdobramentos das questões relacionadas ao Brexit, um dia antes da conclusão da votação da reforma da Previdência no Senado.

Às 10:57, o dólar avançava 0,37%, a 4,1347 reais na venda.

Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,50%, a 4,137 reais.

Segundo Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora, os investidores estão aguardando a postura do Parlamento britânico em relação ao acordo do Brexit, depois de o primeiro-ministro, Boris Johnson, ter sido forçado por oponentes a enviar uma carta ao bloco pedindo um adiamento.

Johnson tentará submeter o acordo fechado com a União Europeia para a saída do Reino Unido do bloco mais uma vez a uma votação no Parlamento nesta segunda-feira.

As notícias envolvendo o Brexit afetavam todos os mercados de câmbio globais, com a libra chegando a cair 0,5% antes de se recuperar no pregão europeu e operar brevemente acima de 1,30 dólar pela primeira vez em cinco meses e meio.

Já as moedas emergentes pares do real, como o peso mexicano e a lira turca, registravam quedas contra a moeda norte-americana.

Na cena doméstica, as atenções se voltavam para a votação em segundo turno no Senado da reforma da Previdência na terça-feira, em meio a expectativas do mercado de que o projeto seja aprovado.

Também permanecia no radar a crise no campo político envolvendo o partido do presidente da República, o PSL. O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que não há uma crise política e nem riscos para a aprovação final da reforma da Previdência.

Nesta sessão, o BC vendeu 275 milhões dos 525 milhões de dólares em moeda spot ofertados, e 5.500 dos 10.500 contratos de swap cambial reverso.

Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

(Por Luana Maria Benedito e Stéfani Inouye; Edição de Camila Moreira)

Fonte: Reuters

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