Programa com Argentina segue em vigor mas pode ser modificado, diz FMI

Publicado em 12/12/2019 16:30

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta quinta-feira que o programa fechado com a Argentina segue em vigor, mas poderia ser modificado quando o novo governo do país detalhar seus objetivos na política econômica. O novo ministro das Finanças, Martín Guzmán, disse na quarta-feira que o acordo fechado com o governo anterior, do presidente Mauricio Macri, em meados de 2018, "não se cumpriu". Mas o porta-voz do FMI, Gerry Rice, afirmou que "o status é que o programa de mantém".

Rice acrescentou que a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, concordou com o governo do presidente Alberto Fernández sobre a necessidade de aumentar o gasto social, diante do aumento da pobreza. Fernández, que assumiu na terça-feira, herdou uma economia que deve encolher 3% neste ano, com perspectiva de inflação anual em ao menos 55% e de pobreza perto de 40% da população.

Rice, porém, evitou se pronunciar sobre a meta expressada por Guzmán de conseguir primeiro que a economia argentina cresça para depois começar a pagar a dívida, que entre credores institucionais e privados supera os US$ 100 bilhões. Tampouco comentou o quão disposto o Fundo estaria a concordar com um desconto na dívida argentina.

O porta-voz qualificou como "construtivo" o diálogo com as autoridades argentinas, o qual incluiu um encontro que Guzmán teve com Georgieva e o chefe da missão para a Argentina, Luis Cubeddu, em Washington dias antes de ele tomar posse como ministro. Rice se recusou a dar uma data exata nem comentou se o então governo Macri estava informado sobre o encontro. Segundo o funcionário, as conversas por ora têm abordado em linhas gerais as prioridades do governo de Fernández e que novas reuniões ainda sem data serão necessárias para começar a trocar informações mais detalhadas. Ele ainda comentou que o FMI começará uma análise de sustentabilidade da dívida argentina uma vez que tenha recebido mais informações. Fonte: Associated Press

Fonte: Estadão Conteúdo

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