Ataque de Trump ao Irã vai impactar no preço do combustível, afirma Bolsonaro

Publicado em 03/01/2020 10:08

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira, 3, que o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, em ação militar dos EUA, vai impactar no preço do combustível no Brasil. "Que vai impactar, vai", previu. Bolsonaro disse que a gasolina já está alta e, se seguir subindo, "complica". "Vamos ver nosso limite", declarou.

O presidente disse que é preciso mostrar à população brasileira que ele não pode "tabelar (o preço de) nada". "Já fizemos essa política no passado, de tabelamento, não deu certo. A questão do combustível, nós temos de quebrar o monopólio", afirmou.

"Distribuição é o que ainda mais pesa no combustível, depois de ICMS que é imposto estadual. Não é meu. Vamos supor que aumente o combustível. Os governadores vão vibrar", disse.

O presidente disse que se encontrará com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, para avaliar a ação militar dos EUA. E que só depois irá se posicionar sobre a morte do general iraniano.

Bolsonaro disse também que tentou telefonar mais cedo para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para tratar do impacto sobre o preço dos combustíveis, mas não foi atendido. "Quero ter informações dele", afirmou. As declarações de Bolsonaro foram feitas em frente ao Palácio da Alvorada.

Bolsonaro diz que tentou falar com Petrobras sobre impacto nos combustíveis após ataque dos EUA

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que tentou falar com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, sobre uma possível alta de combustíveis no país devido ao ataque dos Estados Unidos que matou o general Qassim Suleimani, comandante da força de elite iraniana Quds, mas não conseguiu.

Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro admitiu que a ação dos EUA vai impactar o preço do petróleo no mercado internacional, o que pode repercutir no Brasil. "Que vai afetar, vai", disse ele a jornalistas.

O presidente disse ainda que não pode intervir no preço do combustível e destacou que, quando foi feito no passado uma política de tabelamento de preços, não deu certo.

Fonte: Reuters

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