“Bolsonaro é o provável vencedor em 2022”, diz Merval Pereira, colunista de O Globo

Publicado em 05/01/2020 09:53
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“Existem no momento três candidatos naturais à presidência da República: Bolsonaro, Lula e Sergio Moro”, diz Merval Pereira.

“Os dois últimos dependem de condições fora de seus controles para se viabilizarem. Bolsonaro depende de completar seu mandato, e manter os êxitos econômicos que se prenunciam. Caso consiga, é o provável vencedor em 2022. Desde que a reeleição foi implantada, todos os presidentes se reelegeram (…).

Uma candidatura de Moro depende de circunstâncias políticas que vão se desenhando aos poucos. A saúde do presidente é uma condicionante, mas não a única. Obstáculos políticos podem inviabilizar uma candidatura à reeleição. Moro pode ser uma saída para uma falta eventual de popularidade de Bolsonaro.”

 "A economia é a chave dessa impossibilidade de ação", diz o colunista de politica de O Globo. " A crise que causou três anos de recessão, com conseqüências dramáticas no cotidiano dos cidadãos, está na conta dos governos petistas. Foram dois governos de política liberal, que negam o petismo, o de Temer e o de Bolsonaro, que tiraram o país da situação em que se encontrava".

"Já o ex-presidente Lula depende de uma mudança improvável na Lei da Ficha Limpa para se candidatar, mesmo estando fora da cadeia pelo momento. Parece continuar sendo o principal ator da oposição brasileira, o que não quer dizer muita coisa na atual realidade, onde a esquerda está dividida e sem ação, ainda vivendo de um passado que alimentou esse presente", completa Merval Pereira.

Empresariado pretende ampliar investimentos no Brasil em 2020, diz O Globo em manchete

Para executivos de 12 grandes grandes corporações a economia apresenta retomada este ano

SÃO PAULO - Do ponto de vista de expectativa econômica, 2020 começa melhor do que 2019 na visão de 12 empresários de grandes companhias consultados pelo GLOBO ao longo de um mês. Atuando em diferente setores — de consumo e educação a agronegócio e transporte —, eles preveem para este ano um crescimento mais robusto e a retomada dos investimentos.

Não se trata de um otimismo de torcida. As apostas de expansão da economia estão em linha com as projeções feitas pelo mercado no começo deste novo ano: o país deverá crescer algo entre 1,5% e 3%, ainda índices modestos, mas mais expressivos do que o registrado nos últimos três anos — 1%.

— O importante é olhar no retrovisor e ver que o Brasil afastou-se, definitivamente, da crise que marcou a segunda metade da década passada — diz André Clark Juliano, presidente da operação brasileira da Siemens, conglomerado industrial com negócios nos setores de energia, automação e saúde, entre outros. (Leia mais em O Globo deste domingo).

As reformas que o Brasil precisa fazer para melhorar o ambiente de negócios (especial da Gazeta do Povo)

Estudo da TMF Group, uma das consultorias empresariais mais prestigiadas do mundo, apontou que investidores ainda temem investir no Brasil, e aguardam reformas econômicas antes de apostar no país. Segundo o levantamento, o país poderia atrair até US$ 150 bilhões se tivesse um ambiente de negócios melhor.

Na prática, o Brasil está deixando de atrair investimentos e empresas, de gerar empregos e aumentar a renda dos brasileiros por conta de um ambiente de negócios hostil ao empreendedorismo.

Segundo o estudo anual do Banco Mundial, o país ocupou em 2019 a 124.ª colocação no ranking de facilidade de se fazer negócios. Em janeiro de 2019 o presidente Jair Bolsonaro prometeu no Fórum Econômico Mundial de Davos que estaremos entre os 50 melhores até o final de seu mandato.

Contudo, apesar de melhoras em alguns indicadores, outros países estão evoluindo mais rapidamente, dificultando a concretização da promessa e também tornando outros países comparativamente mais interessantes de se investir do que o Brasil." (por Luan Sperandio, da Gazeta do Povo).

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/as-reformas-que-o-brasil-precisa-fazer-para-melhorar-o-ambiente-de-negocios

“Se eu estiver bem em 2022, dá para fazer uma bancada com 100 deputados”

Jair Bolsonaro disse que a Aliança pelo Brasil, partido que ainda não saiu do papel, poderá eleger um quinto dos deputados federais em 2022.

“Se eu estiver bem em 2022, dá para a gente fazer uma bancada com uns 100 deputados”, afirmou em live transmitida neste sábado.

“Tendo uma boa bancada, você põe alguém de destaque com lugar na mesa, aí vamos impor tudo aquilo que nosso povo quer. Esse é o sonho que a gente prepara em 2022.”

O presidente afirmou ainda que pode concorrer à reeleição e que “não tem nenhuma liderança sólida” para a próxima eleição presidencial.

Os brasileiros confiam mais em Moro, diz o Datafolha

Sergio Moro é a figura pública em que os brasileiros mais confiam, segundo o Datafolha.

Ele ganha de Lula, Jair Bolsonaro e Luciano Huck.

De acordo com a pesquisa, 56% dos entrevistados confiam nele (e 33% deram-lhe nota 9 ou 10). Lula ficou com 46%, Jair Bolsonaro com 44% e Luciano Huck com 43%.

Repetindo: Datafolha.

PT tenta atrair evangélicos (em O Antagonista)

Lula pediu para o PT criar núcleos evangélicos nos estados para tentar atrair parte do eleitorado de Jair Bolsonaro, diz a Folha.

O condenado disse a aliados que o partido precisa “aprender com os pastores”. “Eles falam bem e o que as pessoas querem ouvir”.

O jornal relata ainda que, na avaliação de petistas, as conversas com as cúpulas das igrejas estão fadadas ao fracasso, já que a maioria se alinhou a Bolsonaro.

Nada houve de mais falso do que o ‘avanço social’ trazido pela era Lula-Dilma, diz J.R.Guzzo (no Estadão)

Talvez seja uma boa coisa para todos, neste começo de ano, que ninguém esteja ouvindo falar em algum tipo de “política social” em vias de preparação no governo, ou ao seu redor. Deveria, segundo as doutrinas e teorias que nos propõem uma vida de virtudes, ser o contrário: afinal, um país com a pilha de problemas sociais que o Brasil carrega nas costas teria de ter, forçosamente, “políticas sociais” para melhorar sua posição na tabela do campeonato mundial do bem-estar geral. Deveria ser assim, de fato, mas na prática é o contrário. Quando você ouve que “alguém tem de fazer alguma coisa” a respeito de um problema, mas não lhe dizem exatamente o que deve ser feito, por quem, como e quando, e sobretudo com quais recursos, pode ter certeza: na melhor das hipóteses fica tudo igual, e na maioria das vezes piora.

Nada houve de mais falso, no Brasil contemporâneo, do que o “avanço social” trazido pela era Lula-Dilma para “os mais pobres”. Tornou-se uma verdade praticamente científica, pela soma de mentira e preguiça de pensar, a ideia de que o País foi um oásis de progressismo num mundo em estado de coma. “Falem o que quiserem do Lula, mas uma coisa ninguém pode negar: o homem fez um grande programa social”– eis uma sentença que se ouve em quase todos os santuários do saber nacional há quase 20 anos. Repete-se, na mesma linha, que tantos e tantos milhões de brasileiros foram “resgatados da pobreza”, que as desigualdades foram reduzidas, que os pobres passaram a “andar de avião” e por aí afora. Mas não é nada disso, ou quase nada. Os “mais pobres”, salvo por intervenção sobrenatural, só têm uma possibilidade – só uma, não duas – de ficarem menos pobres: com o crescimento rápido e em grande escala da economia. Isso, muito simplesmente, não aconteceu no Brasil. O resto é sócio-empulhação em estado puro.

(Leia mais no artigo "Sócio-empulhação, no ESTADÃO).

 

Fonte:
OGlobo/OAntagonista/GazetadoPovo

3 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Lendo essas noticias, fico a matutar sobre essa frase:

    Não importa o quê se pensa mas, como se pensa.

    O Merval Pereira coloca em seu artigo "sorrateiramente" o nome daquele que "como nunca na história desse país" praticou o maior roubo da história. E, inocentemente lemos seu nome, e processamos pensamentos sobre essa "disputa" ... Veja que ele não sai do nosso imaginário pois, vários órgãos de imprensa usam o mesmo procedimento.

    Quanto ao artigo de J.R.Guzzo (no Estadão) ... Nada mais esclarecedor !!! ... Traz à tona o "mar de mentiras" em que a sociedade foi jogada, para surfar nas ondas petistas.

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    • Luciano Vasconcellos

      Este jornalista de O Globo é um espanto. Outro dia interrompeu a aula (entrevista) do ministro Guedes na TV para dizer que o presidente teria somente 30% de aprovação. Baseado nos mesmos pesquisadores que previam a derrota do presidente.

      Agora reconhece a distante mas grande chance da reeleição. Divaga, porém, com asneiras dignas de sua capacidade jornalística. E ainda por cima é acadêmico. Pobre Academia Brasileira de Letras.

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    • Luciano Vasconcellos

      Parece que a aula/entrevista do ministro Guedes para os jornalistas da Globo não foi suficiente para aprenderem sobre economia e democracia. Com exceção do Heraldo Pereira e mais uma aluna/jornalista, os demais não conseguiram demonstrar um mínimo de inteligência... E a aluna/jornalista (que não recordo o nome), evidentemente não é a Cristiana Lobo. Esta parece que fez plástica na esquina.

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  • Elton Szweryda Santos Hortolândia - SP

    O colunista da Globo tem razao, JB será reeleito (se nao o matarem antes, e infelizmente existe esse risco). Porem, quanto ao Moro e o Lula, erra feio... O Moro fez nome no petrolao, mas nao é politico, e precisa aprender muito ainda, nao conseguiria se eleger mesmo que o JB nao fosse candidato..., e quanto ao Lula, se pudesse ser candidato (hoje nao pode), está na boca de todos que o consideram um ladrao. Hoje teria no maximo 25% dos votos, é só o JB nao morrer, que estará reeleito.

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  • carlo meloni sao paulo - SP

    Pois e'!! e o Merval Pereira e' o primeiro jornalista global da lista que recebia dinheiro do PT...

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      E digo mais Sr. Meloni, Lula candidato natural? Ele já se livrou dos processos e condenaçõ da justiça? Sérgio Moro já saiu do governo e aderiu a algum partido politico? Todos de esquerda. Quem sabe Sérgio Moro saia como candidato do PDT, PP, PSDB? É ridiculo, e uma nulidade dessas é considerado um jornalista de expressão nacional, formador de opiniao? Pois prefiro meus amigos jornalistas João Batista Olivi e Alex Horta, que apesar de algumas reclamações sobre erros de análises, na opinião de alguns, não querem nos ludibriar com conversa mole como o Merval vem fazendo há anos com os brasileiros. Além do mais, estamos muito longe das eleições para presidente e as projeções para a economia, é consenso, são muito boas.

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Aproveitando a ocasião, peço aos comentaristas que se atentem para o que é opinião de um entrevistado ou jornalista de outro veiculo e a opinião de jornalistas do site Noticias Agricolas... Pode-se reclamar de alguma pergunta feita pelos entrevistadores ou ainda de alguma pergunta não feita, mas considerar opinião de artigos de outros sitios como a opinião do Noticias Agricolas me parece bastante equivocado.

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