China ampliará compras de produtos manufaturados dos EUA em acordo comercial, diz fonte

Publicado em 14/01/2020 08:31

A China prometeu comprar quase 80 bilhões de dólares em produtos manufaturados adicionais dos Estados Unidos ao longo dos próximos dois anos como parte da trégua na guerra comercial, de acordo com uma fonte.

Sob os termos do acordo comercial a ser assinado na quarta-feira em Washington, a China também comprará mais de 50 bilhões de dólares a mais em oferta de energia, e ampliará as compras de serviços dos EUA em cerca de 35 bilhões de dólares no mesmo período de dois anos, disse a fonte à Reuters na segunda-feira.

A fase 1 do acordo determina que as compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA aumentem em cerca de 32 bilhões de dólares em dois anos, ou cerca de 16 bilhões por ano, disse a fonte, que foi informada sobre o acordo.

Quando somado aos 24 bilhões de dólares de referência em exportações agrícolas dos EUA em 2017, o total chega perto da meta anual de 40 bilhões de dólares anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Os números, que devem ser anunciados na quarta-feira em uma cerimônia de assinatura na Casa Branca entre Trump e o vice-premiê chinês Liu He, representam um surpreendente aumento em relação às importações recentes chinesas de produtos industriais dos EUA, levantando algum ceticismo sobre como eles serão alcançados.

Duas outras fontes familiarizadas com o acordo concordaram com os detalhes das compras, sem fornecer números específicos.

Um porta-voz do gabinete do representante de Comércio dos EUA não pôde ser contatado imediatamente para comentar.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Taxas dos DIs caem após IPCA abaixo do esperado em junho
Ibovespa avança na abertura após IPCA abaixo esperado
Autoridades do Fed se preocupam com risco inflacionário e avaliam aumentos nas taxas de juros
Dólar opera perto da estabilidade ante o real após dados de inflação
IPCA desacelera mais que o esperado em junho com queda de alimentos e tem menor nível em 8 meses
Escalada entre EUA e Irã pode ameaçar superávit no mercado de petróleo em 2027, diz AIE