Dólar supera R$4,25 em meio a aversão a risco global por coronavírus

Publicado em 30/01/2020 10:17

O dólar tinha alta acentuada contra o real nesta quinta-feira, sendo negociado acima de 4,25 reais pela primeira vez em quase dois meses, em dia marcado pela cautela global em relação ao surto de coronavírus na China e seu possível impacto econômico.

O número de mortes causadas pela epidemia chinesa já chegou a 170, com mais de 7 mil casos confirmados no país, o que levou autoridades a restringir viagens e empresas a suspender parte de suas atividades.

Em todo o mundo, investidores temiam as consequências do surto de coronavírus para o crescimento da segunda maior economia do mundo, o que impulsionava o dólar contra boa parte das divisas arriscadas, como peso mexicano, lira turca, dólar australiano e iene chinês.

"Hoje se destaca o fator externo; há um clima pessimista lá fora, pesando de forma incerta com preocupações sobre a China", disse Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

No cenário doméstico, os investidores estavam atentos à participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em painel em São Paulo, em que falou sobre as baixas taxas de juros no Brasil e sobre a proposta da reforma administrativa do governo Bolsonaro.

Além disso, o Banco Central anunciou que realizará leilão de swap tradicional na segunda-feira para rolagem do vencimento de 1º de abril.

Às 10:12, o dólar avançava 0,76%, a 4,2510 reais na venda. Na máxima do dia, a divisa norte-americana tocou 4,2520 reais, maior patamar desde 28 de dezembro.

Neste pregão, o contrato mais líquido de dólar futuro operava em alta de 0,30%, a 4,2435 reais.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dívida dos EUA supera US$40 tri a despeito de promessas de austeridade fiscal de Trump
Arábia Saudita diz que Irã atacou embarcação no Estreito de Ormuz, matando dois marinheiros
Dólar cai ante real após pesquisa mostrar Flávio mais próximo de Lula no segundo turno
Taxas DIs renovam mínimas após pesquisa indicar distância numérica menor entre Lula e Flávio Bolsonaro
Warsh, do Fed, enfrenta teste de consistência após abrir as portas para alta dos juros
S&P 500 e Dow Jones avançam na abertura enquanto tensões com Irã se contrapõem a otimismo com IA