Ibovespa entra em 2º circuit breaker, em queda de 15,43%, aos 72 026,68 pontos

Publicado em 12/03/2020 10:38 e atualizado em 12/03/2020 15:59

Por André Vieira

Os negócios na B3, a Bolsa de Valores brasileira, foram suspensos pela segunda vez no dia por causa do acionamento do mecanismo conhecido como circuit breaker. O Ibovespa caiu 15,43%, quando o indicador marcava 72.026,68 pontos.

A negociação da B3 ficará agora suspensa por uma hora.

Mais cedo, a negociação foi interrompida por 30 minutos, quando o índice chegou a cair 11,65%.

Quando forem reabertas as negociações, caso a variação do Ibovespa atinja oscilação negativa de 20% em relação ao índice de fechamento de quarta-feira, a B3 pode determinar a suspensão da negociação por um período por ela definido.

A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de suspender por 30 dias os voos entre EUA e Europa se soma à declaração de pandemia do novo coronavírus e a baixa nos preços internacionais do petróleo como motivos para a forte queda.

Além disso, pesa a percepção de piora do quadro político e fiscal doméstico, após o Congresso derrubar um veto do presidente da República, Jair Bolsonaro, que pode custar R$ 200 bilhões aos cofres públicos em 10 anos.

Na hora em que o segundo circuit breaker do dia, Petrobras ON cedia 18,57% e Petrobras PN, 20,38%. A mineradora Vale recuava 16,91%.

Desde que foi adotado em 1997, o mecanismo de suspensão temporária dos negócios foi acionado 21 vezes. Mas é apenas a quarta vez que a suspensão por uma hora ocorre.

Neste mês, a Bolsa de Valores já se desvalorizou 30,86% e, no ano, 37,72%.

Ibovespa recua forte nos primeiros negócios e aciona 3º circuit breaker da semana

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista começou a quinta-feira com fortes perdas e acionando o mecanismo de circuit breaker antes da primeira meia hora do pregão, uma vez que o Ibovespa chegou a cair 11,65% na mínima, na esteira do clima de pânico nos mercados globais em razão de desdobramentos relacionados ao coronavírus, além da tensão no cenário político brasileiro.

Às 10:21, o Ibovespa marcava 75.247,25 pontos, antes de a bolsa suspender os negócios no pregão por 30 minutos em razão do circuit breaker, o terceiro nesta semana.

Na véspera, o Ibovespa fechou em queda de 7,6%, em nova sessão com circuit breaker, tendo de pano de fundo decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de classificar o coronavírus como pandemia.

Após o fechamento do mercado à vista, também repercutiu mal a derrubada pelo Congresso Nacional do veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pressionando o mercado futuro de ações.

No final da noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs restrições abrangentes a viagens da Europa para o país, obrigando passageiros a remarcar voos, bem como anunciou outras medidas para combater o vírus.

"Os mercados globais estão abrindo novamente em estado de pânico. Estamos vivendo a tempestade perfeita, o 'Black Swan' clássico", destacou o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimento, em email a clientes.

Ele destacou que algumas questões continuam em evidência e sem uma solução de curto prazo, entre elas o coronavírus, a guerra do petróleo, a disputa entre Congresso e governo no Brasil e a sensação de que os bancos centrais estão sem munição.

Entre as maiores quedas antes do circuit breaker suspender os negócios, Azul derretia 33,82%, após resultado trimestral e medidas pata reduzir o impacto do coronavírus, incluindo suspensão de projeções. Gol perdia 18,47%

Fonte: Reuters

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