Por coronavírus, equipe econômica suspende entrevistas coletivas presenciais

Publicado em 17/03/2020 15:55

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Economia informou nesta terça-feira que, numa ação preventiva para combate ao coronavírus, entrevistas coletivas de autoridades e técnicos passarão a ser virtuais, com a transmissão por streaming ou com suporte do canal público da TV.

O Banco Central também anunciou a suspensão das entrevistas coletivas de técnicos feitas mensalmente nos dias de divulgação das estatísticas relativas ao setor externo, ao crédito, à base monetária e ao resultado fiscal do setor público. Os dados continuarão a ser divulgados no site da instituição e a imprensa poderá esclarecer dúvidas por e-mail.

Questionada se segue confirmada a entrevista do presidente do BC, Roberto Campos Neto, prevista para o próximo dia 26 --por ocasião da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI)--, a assessoria de imprensa da autarquia disse que por ora não houve alteração desse cronograma.

No Ministério da Economia, foi definido, ainda, que o ministro Paulo Guedes e demais autoridades não mais entrarão no edifício-sede pela porta acessível ao público, mas pela garagem privativa.

Em função da forte volatilidade nos mercados desde a semana passada, o ministro vinha falando com a imprensa com frequência na chegada ao prédio. Na véspera, também deu coletiva de imprensa em auditório fechado para falar sobre o pacote de medidas para enfrentamento ao coronavírus.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade