Bolsonaro evita polêmicas em live e diz que toma todas as medidas cabíveis contra coronavírus

Publicado em 19/03/2020 17:55 e atualizado em 20/03/2020 04:44

(Reuters) - O governo está tomando todas as medidas cabíveis em relação à pandemia de coronavírus e espera que em sete ou oito meses o Brasil possa voltar à normalidade, disse nesta quinta-feira o presidente Jair Bolsonaro, que afirmou ainda ser seu trabalho não levar pânico à população.

Na tradicional transmissão ao vivo semanal em uma rede social, Bolsonaro evitou entrar em polêmicas, como as recentes declarações de que estaria havendo uma "histeria" em relação à epidemia.

"A preocupação do governo (com o coronavírus) existe... Se bem que o trabalho de todos os países no momento é alongar a curva da infecção, porque se for muito rápida, não temos meio de atendê-los", afirmou Bolsonaro.

O presidente acrescentou que espera que o pico do vírus no país seja atingido entre três e quatro meses, passando a diminuir em seguida, e que a partir de seis ou sete meses o Brasil volte ao ritmo normal.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já havia realizado projeção semelhante no início da semana. 

Em relação à economia, Bolsonaro admitiu que o crescimento do PIB brasileiro ficará aquém do esperado para 2020 por causa do coronavírus, mas celebrou a redução da taxa Selic na véspera, para 3,75%, por ela diminuir os juros pagos pelo governo.

"Cada 1% na taxa Selic, você economiza pouco mais de 30 bilhões (de reais) por ano de juros, então isso é bem-vindo aqui para o Brasil. Agora, não há dúvida que houve um tremendo balanço na economia, não só no Brasil, como num todo, e aquilo que nós esperávamos crescer neste ano infelizmente não alcançaremos esse objetivo", disse o presidente.

Ele não fez menções nem às manifestações ocorridas no último domingo em apoio ao governo e contra o Congresso e o Judiciário, que contou até com sua participação em frente ao Palácio do Planalto, nem aos panelaços contra e a favor a sua gestão, registrados nos últimos dias.

Fonte: Reuters

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