AGU pede ao Supremo suspensão de prazo que determina fim da validade de MPs

Publicado em 24/03/2020 07:33

BRASÍLIA (Reuters) - A Advocacia-Geral da União entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira para que seja suspenso, inicialmente por 30 dias, a contagem de prazo pelo qual as medidas provisórias perdem eficácia quando não votadas pelo Congresso devido à pandemia do coronavírus.

Segundo comunicado da AGU esse prazo poderia ser ampliado se passados os 30 dias "as condições de normalidade das votações da Câmara dos Deputados e do Senado Federal não sejam retomadas".

Atualmente as MPs têm validade de 60 dias, prorrogáveis por outros 60 dias, o que ocorre automaticamente. Caso não sejam votadas nesse período, elas perdem efeito.

Para evitar a propagação do coronavírus, a Câmara dos Deputados e o Senado não estão realizando sessões presenciais, mas seguem realizando votações. O Senado aprovou o pedido do governo federal de reconhecimento de estado de calamidade, justamente devido ao Covid-19, de forma remota.

"O pedido da AGU é para que a contagem do prazo seja suspensa inicialmente por 30 dias, conforme ocorre no recesso parlamentar", argumenta a AGU na nota.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Brasil ameaça retaliar UE se negociações sobre embargo a carnes não avançarem
Ibovespa pausa sequência de altas com realização de lucros após rondar 189 mil pontos
CNN: Gilmar defende saída de delegados da PF que atuam em gabinetes do STF
Ibovespa fecha quase estável com realização de lucros após encostar em 189 mil pontos
Câmara aprova MP que zera "taxa das blusinhas"
BC e BCE estudam integração entre Pix e sistema de pagamento instantâneo europeu, dizem fontes