Consumidores chineses são incentivados a gastar à medida que economia começa a normalizar

Publicado em 25/03/2020 12:24

PEQUIM/XANGAI (Reuters) - Lojas de eletrônicos, cadeias de café e até autoridades locais da China estão reduzindo os preços e distribuindo milhões de dólares em cupons de desconto para reativar uma economia afetada por pelas restrições de movimento no combate ao coronavírus.

A GOME Retail Holdings Ltd e a Suning.com Co Ltd planejam distribuir mais de 620 milhões de iuanes (88 milhões de dólares) em vouchers, enquanto a Alipay, do Alibaba Group Holding Ltd's dará 10 milhões de códigos de descontos para 10 mil varejistas em seu aplicativo.

A JD.com Inc disse que partir de quinta-feira distribuirá 1,5 bilhão de iuanes (212 milhões de dólares) em cupons para produtos em várias categorias, como eletrônicos.

Até a autoridade ferroviária reduzirá a partir desta quarta-feira os preços dos bilhetes em até 45%, enquanto governos locais, como os das províncias de Hebei, Zhejiang e Guangxi, estão oferecendo cupons para atrações turísticas, cinemas e lojas.

"Lançamos algumas ofertas com descontos para consumidores nos últimos dias, na esperança de ajudá-los a voltar à vida normal", disse uma porta-voz da rede Pacific Coffee, referindo-se a um acordo de café e pão com preço tão baixo quanto 20 iuans (2,83 dólares).

As promoções refletem a preocupação de que o surto tenha diminuído o apetite do consumidor e possa ter um impacto persistente, mesmo com a queda do número de novos casos transmitidos localmente.

As vendas no varejo na segunda maior economia do mundo encolheram um quinto em janeiro-fevereiro em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do governo. Durante esse período, a China começou a tomar medidas drásticas para conter a propagação do vírus, fechando os transportes e pedindo a milhões de pessoas para ficarem em casa.

O governo afrouxou as restrições nas últimas semanas, o que está incentivando os consumidores a se aventurarem novamente em shoppings e restaurantes, apesar de preocupações com a segurança no emprego e possíveis cortes salariais provocados por uma economia em dificuldades.

(Reportagem de Sophie Yu e Brenda Goh)

Fonte: Reuters

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