GM quer reduzir salários no interior de SP em 25% com corte de jornada, diz sindicato

Publicado em 30/03/2020 18:56

SÃO PAULO (Reuters) - A General Motors fez proposta ao Sindicato de Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) de redução de jornada de seus trabalhadores mediante corte de 25% nos salários por quatro meses, afirmou a entidade nesta segunda-feira.

O sindicato informou que é contra a proposta, mas a oferta será apresentada aos trabalhadores da fábrica da montadora norte-americana, que emprega cerca de 3.800 funcionários na unidade, na tarde desta segunda-feira.

A GM afirmou em comunicado tem tomando medidas que visam proteger a saúde dos funcionários em meio à pandemia de Covid-19, "ao mesmo tempo em que busca alternativas para garantir o futuro do negócio", confirmando que entre as opções esta o layoff e corte de jornada, "ambas com impacto de redução salarial".

"Importante ressaltar que essas medidas são emergenciais e temporárias, tendo como objetivo a preservação dos empregos, contribuindo com os esforços do governo federal e governos estaduais e municipais", afirmou a montadora em comunicado.

O regime de jornada reduzida começaria em 14 de abril, segundo a proposta, afirmou o sindicato. "Nesse período, parte dos salários seria paga com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O restante seria pago pela GM", segundo o sindicato.

Uma nova reunião entre a empresa e a entidade foi marcada para a quarta-feira.

Os trabalhadores da GM em São José dos Campos, que produzem na fábrica a picape S10, iniciaram nesta segunda-feira período de férias coletivas, mas por meio de licença remunerada e sem redução dos salários, afirmou o sindicato.

Faturamento do varejo brasileiro cai 14% de 9 a 26 de março, mostra índice da Cielo

  • SÃO PAULO (Reuters) - O faturamento nominal do varejo nacional sofreu uma queda de 13,9% no período de 9 a 26 de março de 2020 versus 11 a 28 de março de 2019, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), calculado pela empresa de meios de pagamentos.

O comércio, particularmente o de produtos não essenciais, está entre os setores mais afetados pela epidemia de um novo coronavírus no país, em meio a medidas de restrição de circulação de pessoas para combater a disseminação do vírus. O indicador costuma antecipar tendências mostradas em levantamentos realizados pelo IBGE.

O resultado da pesquisa divulgada pela Cielo nesta segunda-feira foi atenuado pelo segmento de bens não duráveis, que cresceu 24,8%, enquanto bens duráveis mostrou declínio de 35,2% e serviços registrou um recuo de 47% ano a ano.

Na comparação com fevereiro, o declínio em março até o último dia 26 representa uma queda de 15,8%, com aceleração nas quedas semanais (-3,8% na primeira semana, -5,3% na segunda semana e -14,5% na terceira).

Nos cinco dias até 26 março, as vendas registram um tombo de 52,7% frente aos cinco dias até 27 de fevereiro.

Assim como na comparação ano a ano, o setor de bens não duráveis também alivia a pressão, com alta de 6,3% mês a mês, enquanto bens duráveis mostram retração de 25,9% e serviços, de 39,5%.

Nos últimos cinco dias considerados pela pesquisa (22-26/03), porém, o faturamento de bens não duráveis recuou 17,2% na base mensal, enquanto os de bens duráveis e serviços despencaram 80,9% e 80,2%, respectivamente.

 
Fonte: Reuters

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