Petrobras informa descoberta de petróleo em poço de bloco na Bacia de Campos

Publicado em 07/04/2020 12:44 142 exibições

SÃO PAULO (Reuters) - A estatal Petrobras <PETR4.SA> identificou a presença de óleo em um poço exploratório do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, localizado na Bacia de Campos, informou a companhia em comunicado nesta terça-feira.

A descoberta de petróleo aconteceu em poço chamado informalmente de "Natator", a 130 quilômetros da cidade de Macaé (RJ), em profundidade d'água de 1.080 metros, com o óleo constatado em reservatórios carbonáticos da seção pós-sal.

"Os dados do poço serão analisados para melhor direcionar as atividades exploratórias na área e avaliar o potencial da descoberta", disse a Petrobras no comunicado.

A companhia adquiriu 100% dos direitos de exploração do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, localizado no polígono do pré-sal, na 5ª Rodada de Partilha da Produção, leilão realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em setembro de 2018.

Petrobras aprova patamar de 2,07 milhões de barris/dia para produção de petróleo em abril

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras aprovou um patamar de produção de petróleo no Brasil para abril de 2,07 milhões de barris por dia (bpd), informou a companhia em comunicado nesta terça-feira, o que representa volume cerca de 100 mil bpd inferior à produção média registrada em todo o ano de 2019, de 2,172 milhões de bpd.

O corte de produção é ainda maior quando comparado ao último trimestre de 2019, quando a produção de petróleo da estatal no Brasil foi de 2,394 milhões de bpd.

"Haverá um acompanhamento diário da projeção de produção, elevando ou diminuindo as restrições para garantir a produção média do volume de 2,07 milhões bpd em abril", afirmou a estatal no comunicado.

A nova estimativa já inclui reduções de oferta anunciadas pela petroleira em 26 de março e 1° de abril, disse a Petrobras, acrescentando que "segue monitorando o mercado e, em caso de necessidade, fará novos ajustes".

No início deste mês, a petroleira anunciou que sua produção de petróleo passaria a sofrer corte de 200 mil barris diários, em volume que já inclui uma redução anunciada em 26 de março, de 100 mil barris por dia, antes prevista para durar até o final do mês.

A Petrobras não tem mais publicado dados mensais de produção, de forma que não há como comparar o patamar fixado para abril com os primeiros meses do ano. A produção da empresa no primeiro trimestre ainda não foi divulgada.

Os cortes na oferta da Petrobras ocorrem enquanto a companhia busca se adaptar ao novo cenário de preços do petróleo, que sofreram queda de cerca de 50% neste ano, diante de uma retração da demanda por influencia do novo coronavírus e de uma guerra de preços travada por Arábia Saudita e Rússia.

CORTES GLOBAIS

O movimento da Petrobras ainda vem em momento em que a Arábia Saudita tenta convencer outros países a participarem de esforços para redução da oferta global de petróleo, com o objetivo de sustentar os preços da commodity.

Os sauditas, inclusive, convidaram o Brasil a participar de uma reunião para discutir o mercado de petróleo no âmbito do G20-- o ministro saudita de Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, questionou se o país estaria inclinado a integrar uma coordenação internacional para estabilização do mercado.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que "o Brasil estará pronto a participar" da reunião, sem detalhar quando o encontro deverá ocorrer.

Países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados incluindo a Rússia, um grupo conhecido como Opep+, se reunirão na quinta-feira para discutir possíveis cortes de oferta.

Uma fonte do grupo de produtores disse à Reuters que qualquer decisão final sobre cortes dependerá dos volumes que outros produtores-- como Estados Unidos, Canadá e Brasil -- estiverem aptos a reduzir em sua produção.

Exxon anuncia corte de 30% em investimentos devido ao coronavírus

HOUSTON (Reuters) - A Exxon Mobil disse nesta terça-feira que irá recuar de planos para acelerar investimentos em "shale", gás natural liquefeito (GNL) e produção de petróleo em águas profundas, ao anunciar um corte de 30% dos aportes previstos para este ano por impactos do coronavírus sobre a demanda por energia e os preços do petróleo.

Petroleiras têm revisto os planos de investimento e de aumento de produção em média em 20% à medida que países têm limitado viagens aéreas, exigido o fechamento de empresas e pedido que pessoas fiquem em casa para conter a disseminação do vírus.

Os preços do petróleo já cerca de 50% neste ano e a demanda por combustíveis tem recuado acentuadamente.

"Nós nunca vimos nada como isso que estamos experimentando hoje", disse o presidente da Exxon, Darren Woods, em uma teleconferência com a imprensa nesta terça-feira.

A maior produtora de petróleo dos Estados Unidos, que no mês passado prometeu "significativos" cortes de investimentos, definiu os aportes para 2020 em 23 bilhões de dólares, acrescentando que o valor pode cair mais se necessário.

A Exxon antes previa investir até 33 bilhões de dólares neste ano, após desembolsos de 26 bilhões de dólares no ano passado.

A companhia espera retomar o patamar de entre 30 bilhões e 35 bilhões de dólares nos próximos anos, mas em 2021 pode haver uma redução também, disse Woods.

A redução dos investimentos será mais rápida em "shale" nos EUA, onde a companhia desembolsou 6 bilhões de dólares em 2017 para arrendamentos de perfuração na Bacia de Permian e onde já opera 58 plataformas de perfuração.

O corte de 30% da Exxon é maior que o de rivais como BP, Chevron, Shell e Saudi Aramco, que fizeram reduções de entre 20% e 25%.

Fonte:
Reuters

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