Fed continuará a agir "de forma vigorosa, proativa e agressiva", diz Powell

Publicado em 09/04/2020 11:18

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve continuará a usar todas as ferramentas à sua disposição até que a economia dos Estados Unidos comece a se recuperar totalmente dos danos causados ​​pelo surto de coronavírus, disse nesta quinta-feira o chairman do Fed, Jerome Powell, mesmo ao reconhecer os limites dos poderes do banco central.

"Muitos dos programas que estamos empreendendo para apoiar o fluxo de crédito dependem de poderes de empréstimos emergenciais ... Continuaremos a usar esses poderes de forma vigorosa, proativa e agressiva até estarmos confiantes de que estamos solidamente no caminho da recuperação", disse Powell em declarações preparadas para um evento online organizado pela Brookings Institution.

Powell disse que há todas as razões para pensar que a recuperação econômica, quando vier, será "robusta", observando que a força da economia antes de o surto fechar grande parte dos Estados Unidos deve sustentar uma recuperação firme.

Desde o início de março, o banco central lançou um plano histórico de resgate econômico em uma tentativa de atenuar o impacto do vírus. As autoridades reduziram os juros para quase zero, retomaram as compras de ativos em larga escala e lançaram uma série de programas para estabilizar os mercados financeiros.

Powell disse que as ferramentas de emergência do Fed só serão reitradas quando "mercados e instituições privadas puderem de novo desempenhar suas funções vitais", mas reiterou que o Fed é uma instituição de empréstimos, e não de gastos.

O Congresso norte-americano aprovou um pacote de resgate de 2,3 trilhões de dólares no final do mês passado para entregar dinheiro a famílias e empréstimos a empresas. Uma segunda onda de ajuda está sendo considerada atualmente.

Mais cedo nesta quinta-feira, o Fed lançou um amplo esforço de 2,3 trilhões de dólares para fortalecer governos locais e pequenas e médias empresas em sua mais recente medida para reduzir os danos econômicos enfrentados pela maior economia do mundo. 

Fonte: Reuters

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