IGC reduz projeção para safra global de trigo em 2020/21

Publicado em 30/04/2020 12:57 e atualizado em 30/04/2020 16:15

LONDRES (Reuters) - O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu nesta quinta-feira suas projeções para a produção global de trigo na temporada 2020/21, em parte devido a revisões para baixo nas estimativas para Rússia, Ucrânia e União Europeia.

Em atualização mensal, o órgão intergovernamental cortou a previsão para a safra mundial de trigo em 4 milhões de toneladas, para 764 milhões de toneladas, "à medida que condições abaixo do ideal impactam perspectivas para a safra na Europa e na região do Mar Negro."

O clima seco tem sido uma preocupação, embora tenha havido chuvas recentes na Ucrânia e na União Europeia e precipitações sejam esperadas no sul da Rússia no início de maio.

Ainda assim, a produção mundial de trigo em 2020/21 seria um recorde, superando as 762 milhões de toneladas da safra anterior. Os estoques de trigo devem crescer pela segunda temporada consecutiva.

Já a produção de milho foi estimada pelo IGC também em recorde, de 1,158 bilhão de toneladas, levemente acima da previsão anterior de 1,157 bilhão e bem acima do 1,119 bilhão da temporada anterior.

A projeção para os estoques de milho, no entanto, continua de queda.

"Interrupções (na cadeia de suprimento) causadas pela pandemia de Covid-19 impactaram negativamente a demanda, particularmente por processamento industrial, e o consumo de grãos deve ter apenas uma alta modesta na comparação anual", disse o IGC.

A previsão de consumo de grãos em 2021/21 foi reduzida em 4 milhões de toneladas pelo conselho, para 2,22 bilhões de toneladas.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição