Documento da OMS diz que China atrasou liberação de informações da covid-19

Publicado em 02/06/2020 17:21 e atualizado em 26/11/2021 11:49


A China atrasou a entrega de informações importantes sobre o novo coronavírus durante os primeiros dias da pandemia, de acordo com documentos e gravações de reuniões da Organização Mundial da Saúde (OMS) obtidos pela Associated Press. O país publicou o genoma do vírus causador da covid-19 no dia 11 de janeiro, uma semana após três laboratórios chineses já terem sequenciado o mapa genético do novo coronavírus, afirmam os documentos vazados.

Segundo a reportagem da AP, controles rígidos de segurança no país e a competição no sistema público de saúde da China foram as causas para o atraso.

O governo chinês ainda teria atrasado em duas semanas o número de casos de infectados quando a pandemia teve início na cidade de Wuhan.

"Estamos recebendo uma quantidade mínima de informações. Não é o suficiente para nos planejarmos adequadamente", declarou a epidemiologista norte-americana e parte do grupo da OMS que lida com a pandemia, Maria Van Kerkhove, em uma reunião interna do órgão.

Após testar quase a totalidade de sua população, Wuhan reportou nesta terça-feira, 2, que 300 pessoas são portadoras assintomáticas do novo coronavírus no município, enquanto nenhum caso com os sintomas da covid-19 foi registrado.

No total, a China somou 83.022 infectados e 4.634 óbitos causados pela covid-19. Hoje, foram adicionados 5 novos casos à contagem feita pelo governo chinês.

Japão

Capital do Japão, Tóquio retomou o estado de emergência suspenso no último dia 25 por conta de um novo aumento do número de casos diários na cidade, com 34 novos infectados pelo novo coronavírus.

O governo local pediu para que os cidadãos não saiam de casa - exceto aqueles com atividades urgentes a fazer - e pratiquem o distanciamento social. Segundo informações do Ministério da Saúde japonês, o país contabilizou, até agora, 16.724 contaminações e 894 óbitos por covid-19.

Índia

Seguindo decisão da Coreia do Sul, a Índia autorizou o uso do medicamento antiviral remdesivir para o tratamento de pacientes com a covid-19 em estado emergencial. O governo indiano determinou em cinco a quantidade de doses do remédio a serem administradas por paciente.

A droga será fabricada e comercializada pela norte-americana Gilead Sciences. No dia 2 de junho, o site do Ministério da Saúde da Índia registrava 97.581 casos ativos e 5.598 mortes por covid-19. A plataforma oficial não indica o número de casos diários nem o total registrado desde o início da pandemia.

Fonte: Estadão Conteúdo

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Wall Street encerra em baixa por crescentes preocupações com inflação
Dólar sobe aos R$5,0664 puxado pelo cenário político no Brasil e pelo exterior
Ibovespa fecha em queda com ruído político local
Governo revisa regra que exigia publicação das margens de distribuidoras de combustíveis
Wall St cai na abertura com salto de rendimentos por preocupações com a inflação
Dólar supera R$5,05 pressionado por exterior e política local