Exterior mais negativo deve deixar nível de 100 mil pontos do Ibovespa para depois

Publicado em 07/07/2020 10:35

A bolsa paulista mostrava fraqueza nos primeiros negócios desta terça-feira, após um começo de semana forte, em sessão de ajustes referendados pelo viés mais negativo nos mercados acionários no exterior.

Às 10:16, o Ibovespa caía 0,42%, a 98.524,78 pontos.

Na véspera, o índice fechou em alta de mais de 2% e no maior patamar em quatro meses, em meio a perspectivas positivas de recuperação econômica pós-Covid-19 e com intenso noticiário corporativo no país.

"Após um início impressionante da nova semana de negociação, os mercados de ações (no exterior) mostraram alguma consolidação na madrugada", observou o analista Milan Cutkovic, da AxiCorp.

"No entanto, o sentimento do mercado permanece positivo e ganhos adicionais parecem prováveis no curto prazo... Os participantes do mercado continuam otimistas de que o pior já passou", acrescentou, em nota a clientes. O futuro do S&P 500 perdia 0,8%.

Também no radar está o fato de que o presidente Jair Bolsonaro foi submetido na segunda-feira a novo exame para Covid-19, que deve ter resultado divulgado nesta terça-feira.

Na visão da equipe da Terra Investimentos, os tão esperados 100 mil pontos deverão ficar para outro dia, dada a agenda fraca, o mercado externo mais negativo e a possibilidade do contágio do presidente pela Covid-19.

O Ibovespa marcou 99.256,85 pontos na máxima da segunda-feira.

Ainda, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou na véspera que a economia já iniciou processo de retomada a um ritmo acelerado.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição