EUA pagarão US$2,1 bi à Sanofi e à GSK em acordo por vacina

Publicado em 31/07/2020 09:57

O governo dos Estados Unidos pagará 2,1 bilhões de dólares à Sanofi e à GlaxoSmithKline para ter vacinas contra Covid-19 para imunizar 50 milhões de pessoas e para subscrever os testes e fabricação do imunizante informaram as companhias nesta sexta-feira.

O valor é o maior já anunciado até agora pela iniciativa da Casa Branca para acelerar o acesso a vacinas e tratamento contra a Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

O acordo, anunciado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA e pelo Departamento de Defesa prevê um custo de cerca e 42 dólares por pessoa vacinada.

Esse valor é praticamente idêntico aos 40 dólares por paciente que os EUA concordaram em pagar à Pfizer e à BioNTech quando assinou acordo de quase 2 bilhões de dólares por 50 milhões de imunizações da potencial vacina das duas empresas na semana passada.

O acordo com Sanofi e a GSK prevê 100 milhões de doses, sendo duas aplicações por pessoa, e dá ao governo norte-americano a opção de comprar 500 milhões de doses adicionais a um preço não especificado. A Sanofi e a GSK pretendem começar os ensaios clínicos com a vacina em setembro.

O executivo da Sanofi Clement Lewin disse que as empresas ainda não acordaram com o governo um preço específico para as doses adicionais.

A GSK disse em comunicado que mais da metade do financiamento total irá para desenvolvimento adicional da vacina, incluindo os ensaios clínicos, com o restante a ser usado para ampliar a produção e a entrega das doses.

A imunização desenvolvida pelas duas empresas é uma combinação da vacina contra a gripe da Sanofi e uma tecnologia complementar da GSK, que visa melhorar a potência da vacina.

A Sanofi ficará com a maior parte da receita advinda do acordo.

Esse é o segundo acordo alcançado pela candidata a vacina franco-britânica, que nesta semana já havia fechado o fornecimento de 60 milhões de doses para o governo do Reino Unido.

A Reuters publicou na semana passada que o acordo com a Pfizer deveria ser uma referência de preço para acordos futuros entre farmacêuticas e governos.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição