Acordo de dívida da Argentina deve ter alto apoio de credores e pouca resistência

Publicado em 31/08/2020 11:15

BUENOS AIRES (Reuters) - O acordo de reestruturação da dívida da Argentina deve receber enorme apoio dos credores quando o governo divulgar os resultados da licitação nesta segunda-feira, embora haja dúvidas sobre duas séries de títulos individuais que podem ter ficado aquém do esperado.

O governo apresentará o resultado do acordo na tarde desta segunda-feira, depois que meses de negociações tensas, prazos prorrogados e modificações em sua oferta ajudaram a Argentina a chegar a um acordo com a maioria dos credores.

A Reuters informou na sexta-feira, prazo final do acordo, que o governo estava confiante no alto apoio dos credores.

Um acordo forte é a chave para a Argentina -- a terceira maior economia da América Latina e uma grande produtora de grãos -- sair da inadimplência e reanimar uma economia que está em seu terceiro ano de recessão e deve recuar cerca de 12,5% este ano.

A possibilidade de que cláusulas de ação coletiva não sejam alcançadas em alguns títulos aumenta a possibilidade de resistência dos credores, embora não se espere que essas cláusulas representem uma parte significativa do montante total da dívida ou afetem o acordo mais amplo.

(Por Adam Jourdan e Walter Bianchi)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e reacende expectativa de recuperação das exportações brasileiras de máquinas
Trump adverte sobre tarifas mais altas para países que "fizerem joguinhos" após decisão da Suprema Corte
Wall Street abre em baixa após incerteza sobre tarifas prejudicar apetite por risco
Ibovespa recua após recordes com política comercial dos EUA no radar; Telefônica Brasil sobe
China avalia decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas e diz que “disputa é prejudicial”
Estimativa para reconstrução da Ucrânia salta 12%, para US$588 bi, afirma Banco Mundial