Aprovação de Bolsonaro se mantém em 39% e maioria quer manutenção de auxílio, diz XP/Ipespe

Publicado em 15/10/2020 13:01

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - A aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro se manteve em 39% em outubro, apontou pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta quinta-feira, que também mostrou uma boa maioria dos entrevistados, 68%, a favor da manutenção do auxílio emergencial no começo de 2021, caso não seja possível implementar o programa de distribuição Renda Cidadã.

Segundo o levantamento, a avaliação da administração de Bolsonaro como "ótima" ou "boa" permaneceu nos mesmos 39%, registrados em setembro. Mas a parcela dos que a avaliam como "ruim" ou "péssima" passou de 36% para 31%, variação dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 3,2 pontos percentuais.

Os que avaliam o governo como regular passaram de 24%, em setembro, a 28% na rodada de outubro.

A pesquisa também questionou sobre o auxílio emergencial. A decisão do presidente de manter o auxílio até o fim de 2020, mas em valor menor, foi considerada "ótima" ou "boa" por 45% dos entrevistados (eram 47% em setembro), e "ruim" ou "péssima" por 28% deles (em setembro, eram 25%). Os que a consideram "regular" mantiveram o patamar de 24%.

Questionados se o governo deve estender o auxílio emergencial "por alguns meses" de 2021 caso não consiga aprovar no Congresso a criação do Renda Cidadã para que tenha validade no próximo ano, 68% responderam "sim", enquanto 27% responderam "não" e 4% não souberam ou não responderam.

COVID E ECONOMIA

A avaliação da atuação de Bolsonaro no combate à crise do coronavírus também passou por tendência semelhante à registrada sobre a administração em geral.

A avaliação negativa oscilou para baixo novamente, movimento percebido desde maio. Ela é vista como "ruim" ou "péssima" por 47% dos entrevistados, contra 49% em setembro. A avaliação positiva variou para cima de 28%, em setembro, para 30% em outubro.

Quando o assunto é economia, 47% avaliaram que ela está no "caminho errado". Em setembro, eram 48%. Para 39% ela está "no caminho certo", contra 38% no mês anterior. E 13% não souberam ou não responderam, mesmo número apontado na pesquisa passada.

A pesquisa de abrangência nacional entrevistou 1.000 pessoas por telefone entre os dias 8 e 11 de outubro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

China afirma que decidirá sobre medidas contra tarifas dos EUA no momento oportuno
Dólar oscila perto da estabilidade em meio à cautela com política tarifária dos EUA
Brasil registra déficit em conta corrente de US$8,36 bi em janeiro, diz BC
Minério de ferro cai Dalian em retomada das negociações na China
China mantém taxas de empréstimo pelo nono mês consecutivo
Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa mais baixa de 10%