Brasil deve assinar cartas de intenção com 5 empresas para possível compra de vacinas de Covid-19

Publicado em 23/11/2020 08:05

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Saúde informou neste domingo que deverá assinar cartas de intenção não-vinculantes com cinco empresas para compra futura de vacinas, mas pontuou que a aquisição efetiva dependerá de autorização regulatória e incorporação ao SUS.

Segundo o ministério, foram realizadas reuniões ao longo da última semana com representantes da norte-americana Pfizer; com a Janssen, da Johnson & Johnson; com a indiana Bharat Biotech; com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF); e com a Moderna, também dos Estados Unidos.

Em nota à imprensa, o ministério afirmou que sua consultoria jurídica e seu corpo técnico estão analisando toda a documentação e verificando a melhor forma de contratação no "momento oportuno".

"A Saúde agora deverá assinar cartas de intenção não-vinculantes com as empresas para permitir uma futura aquisição de doses, conforme o escalonamento de entrega oferecido e após cumpridos os devidos protocolos, tais como o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o estabelecimento de preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) e a recomendação de incorporação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)", afirmou.

O ministério disse que a definição dos grupos prioritários para posterior vacinação também dependerá de resultados finais dos estudos de fase 3 dos imunizantes.

Ainda de acordo com o ministério, o governo tem acordos contratuais para acesso a 142,9 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, que poderão imunizar pelo menos um terço da população brasileira.

"Se tudo ocorrer da maneira planejada, em 2021, o Brasil já poderá produzir na Fiocruz de forma autônoma e com tecnologia nova mais 110 milhões de doses vacinas", acrescentou.

Até o momento, o governo do presidente Jair Bolsonaro vinha apostando principalmente na vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford em parceira com o laboratório AstraZeneca, e já assinou um acordo para compra do imunizante e futura transferência de tecnologia para produção nacional pela Fiocruz.

Além das vacinas tratadas pelo Ministério da Saúde, o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, tem acordo com a chinesa Sinovac para testagem e produção nacional da vacina em desenvolvimento CoronaVac.

(Por Marcela Ayres)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição