Mais de 1.000 pesquisadores chineses deixam EUA em meio a repressão por roubo de tecnologia

Publicado em 03/12/2020 08:29

WASHINGTON (Reuters) - Mais de 1.000 pesquisadores chineses deixaram os Estados Unidos em meio a uma ofensiva norte-americana por suposto roubo de tecnologia, disse nesta quarta-feira John Demers, principal autoridade de segurança nacional do Departamento de Justiça dos EUA.

William Evanina, chefe do ramo de contrainteligência do escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, disse no mesmo evento, o Aspen Institute Cyber Summit, que os agentes chineses já estão mirando representantes do novo governo do presidente eleito Joe Biden, assim como "pessoas próximas" da equipe de Biden.

Uma autoridade do Departamento de Justiça disse que os pesquisadores citados por Demers são de um grupo diferente dos mencionados pelo Departamento de Estado em setembro, quando os Estados Unidos revogaram os vistos de mais de 1.000 chineses sob uma medida presidencial que negava a entrada de estudantes e pesquisadores considerados riscos de segurança.

A China descreveu essa medida como perseguição política e discriminação racial que violou gravemente os direitos humanos.

(Reportagem de Mark Hosenball)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição