Vaticano diz que uso de vacina contra Covid que use tecido de feto abortado é ético

Publicado em 21/12/2020 11:08

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O Vaticano disse aos católicos nesta segunda-feira que é moralmente aceitável usar vacinas contra Covid-19 mesmo se sua produção utilizar culturas celulares extraídas de tecidos de fetos abortados.

Uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano disse que o uso de tais vacinas é permitido se não houve alternativas.

Papa promete a funcionários do Vaticano que ninguém perderá emprego devido à pandemia

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francis prometeu aos funcionários do Vaticano nesta segunda-feira que nenhum deles perderá o emprego por causa da pandemia de coronavírus, que afetou seriamente as finanças do Vaticano.

"Vocês são a coisa mais importante aqui. Ninguém está excluído, ninguém perderá o emprego", disse Francisco aos funcionários e seus filhos durante uma audiência especial realizada para trocar saudações natalinas.

A pandemia fez estragos nas finanças do Vaticano, obrigando-o a recorrer a fundos de reserva e adotar algumas das medidas de controle de gastos mais rígidas já vistas na cidade-estado minúscula.

"Ninguém deveria sofrer os efeitos econômicos horríveis desta pandemia... temos que trabalhar mais duro para resolver este problema, o que não é fácil. Não existe varinha de condão. Temos que seguir em frente como uma mesma família", disse Francisco em comentários improvisados.

Funcionários laicos trabalham em todos os departamentos administrativos do Vaticano, e também como jardineiros, bombeiros, policiais, trabalhadores de manutenção e em seus museus mundialmente famosos.

A pandemia reduziu drasticamente o fluxo de fundos dos Museus do Vaticano, que receberam cerca de 7 milhões de visitantes no ano passado e são a fonte de dinheiro mais estável da cidade.

Os museus, que geram aproximadamente 100 milhões de dólares por ano, fecharam durante três meses na primavera, em meio à primeira onda da pandemia, reabriram para um número limitado de visitantes durante o verão e voltaram a fechar quando uma segunda onda atingiu a Itália.

No início deste ano, administradores de alto escalão do Vaticano ordenaram o congelamento de promoções e contratações e uma proibição de horas extras, viagens e grandes eventos na tentativa de conter os gastos.

Fonte: Reuters

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