Ibovespa sobe nos primeiros negócios, com EUA e vacinas no radar

Publicado em 07/01/2021 10:34

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa brasileira avançava nesta quinta-feira, com os investidores de olho nos Estados Unidos, cujo Congresso confirmou a eleição do democrata Joe Biden após uma invasão no Capitólio por apoiadores do presidente Donald Trump.

Também no plano político, a confirmação da vitória democrata na Geórgia para dois assentos no Senado dos EUA, que na prática consolida maioria do partido em ambas as instâncias do Congresso, fortalecendo Biden, também repercute nos negócios.

Às 10:27, o Ibovespa mostrava valorização de 0,61%, a 119.826,43 pontos.

Os investidores também estão atentos ao noticiário sobre campanhas de vacinação para combate ao coronavírus. Representantes do Instituto Butantan e da Anvisa estão reunidos neste momento, antes da prevista divulgação do nível de eficácia da vacina desenvolvida com a chinesa Sinovac, a Coronavac.

Na véspera, o Ibovespa à vista voltou a renovar máxima intradia, a 120.924,32 pontos, apoiado no forte desempenho de ações de empresas ligadas a commodities, mas esse ímpeto perdeu força justamente com a influência negativa das bolsas de Nova York diante da tensão política nos Estados Unidos.

Entre os destaques positivos, Braskem subia 2,4%, após informar que a controlada Braskem Idesa retomou parcialmente a produção de polietileno no México.

Cogna, que anunciou tratativas para possível troca de ativos com a Eleva Educação, avançava 3,8%.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ibovespa fecha em queda em pregão de ajustes após 11 altas seguidas
Dólar fecha estável no Brasil com mercado à espera de retomada das negociações entre EUA e Irã
David diz que BC não está "feliz" com alta das expectativas de inflação e reforça busca da meta
Trump publica imagem de si mesmo com Jesus enquanto críticas do governo ao papa continuam
EUA emitem novas sanções relacionadas ao Irã contra embarcações e entidades
Fundos de Hedge seguem atentos para queda internacional do dólar, mas cenário para o Brasil precisa de atenção