OMS Europa pede flexibilidade segura no intervalo de doses da vacina contra Covid-19

Publicado em 07/01/2021 13:45

Os países europeus que estão aplicando a vacina da Pfizer-BioNTech contra Covid-19 devem ser flexíveis sobre o tempo entre a primeira e a segunda doses, disse nesta quinta-feira o diretor da Organização Mundial da Saúde para a região.

Os comentários de Hans Kluge, da OMS, ocorrem no momento em que alguns países, incluindo Reino Unido, estão tentando compensar o baixo estoque de vacinas estendendo o intervalo entre a primeira e a segunda doses em até 12 semanas e considerando volumes menores de algumas vacinas.

Kluge disse que é importante encontrar um equilíbrio entre aproveitar ao máximo os suprimentos limitados e proteger o maior número de pessoas possível.

"É importante que tal decisão represente um compromisso seguro entre a capacidade de produção global limitada no momento e o imperativo para que os governos protejam o maior número possível de pessoas enquanto reduzem a pressão de qualquer onda subsequente nos sistemas de saúde", disse ele em briefing.

As propostas para prolongar o intervalo entre a primeira e a segunda doses têm gerado um intenso debate entre os cientistas. A Pfizer e a BioNTech alertaram que não têm evidências de que a vacina continuaria a ser protetora se a segunda dose fosse administrada mais de 21 dias após a primeira.

A UE aprovou o uso emergencial da vacina Pfizer-BioNTech há duas semanas e centenas de milhares de europeus a tomaram desde o início da campanha, há pouco mais de uma semana.

(Reportagem de John Miller e Kate Kelland)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição