Economia da China ganha velocidade no 4º tri e termina 2020 em boa forma após choque da Covid-19

Publicado em 18/01/2021 07:45

Por Gabriel Crossley e Kevin Yao

PEQUIM (Reuters) - A economia da China ganhou velocidade no quarto trimestre, com o crescimento superando as expectativas ao encerrar um ano de 2020 marcado pelo coronavírus em boa forma e pronta para expandir ainda mais este ano.

O Produto Interno Bruto cresceu 2,3% em 2020, mostraram dados oficiais nesta segunda-feira, tornando a China a única grande economia do mundo a evitar contração no ano passado uma vez que muitos países tiveram dificuldades para conter a pandemia de Covid-19.

E a expectativa é de que a China avance à frente de seus pares este ano, com o PIB expandindo no ritmo mais forte em uma década a 8,4%, de acordo com pesquisa da Reuters.

As fortes medidas de contenção do governo chinês permitiram ao país conter o surto de Covid-19 muito mais rápido do que a maioria dos países, enquanto os estímulos do governo e a aceleração da produção nas fábricas para fornecer produtos a muitos países ajudaram a aumentar a força.

O PIB expandiu 6,5% no quarto trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas, contra expectativa em pesquisa da Reuters de 6,1%, e após sólido crescimento de 4,9% no terceiro trimestre.

"O número do PIB acima do esperado indica que o crescimento entrou em zona de expansão, embora alguns setores permaneçam em recuperação", disse Xing Zhaopeng, economista do ANZ.

Diante das rigorosas medidas de contenção do vírus e de estímulo do governo, a economia se recuperou continuamente da queda de 6,8% nos três primeiros meses de 2020, quando o surto de Covid-19 na cidade de Wuhan se tornou uma epidemia.

Ainda assim, destacando o forte impacto da Covid-19 em todo o mundo, o crescimento do PIB da China em 2020 foi o mais fraco desde 1976, último ano da Revolução Cultural que durou uma década e afetou a economia.

Na comparação trimestral, o PIB aumentou 2,6% entre outubro e dezembro, contra expectativa de alta de 3,2% e ganho revisado para cima de 3,0% no trimestre anterior.

Destacando a fraqueza do consumo, as vendas no varejo caíram 3,9% no ano passado, na primeira contração desde 1968, segundo registros da agência de estatísticas. O crescimento das vendas no varejo em dezembro ficou abaixo das expectativas dos analistas e enfraqueceu a 4,6% de 5,0% em novembro.

Entretanto, o vasto setor industrial da China continuou a ganhar tração, com a produção aumentando a uma taxa de 7,3% no mês passado na comparação com o ano anterior, acima do esperado e no nível mais forte desde março de 2019.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha em alta no Brasil com exterior no radar
Ibovespa fecha em alta puxado por bancos e Vale apesar de Petrobras
Trump diz que EUA e Irã estão conversando neste momento
Trump diz que Fed deveria reduzir taxa de juros
Drones atacam vizinhos do Irã, enquanto Teerã parece testar pausa mais recente de Trump
Rússia diz estar disposta a considerar novas ideias sobre processo de paz na Ucrânia