EUA: Deputado é diagnosticado com covid depois de 2ª dose da vacina da Pfizer

Publicado em 31/01/2021 16:40
Poder360

O congressista norte-americano Stephen Lynch foi diagnosticado com coronavírus 9 dias depois de ter tomado a 2ª dose da vacina da Pfizer/BioNTech contra a doença. Segundo disse a Pfizer ao veículo local NBC 10 Boston, demora 7 dias depois da 2ª aplicação para que o imunizante tenha efeito.

Os estudos clínicos sobre a vacina mostraram que sua eficácia contra o coronavírus é de 95%. O anúncio da doença de Lynch foi feito na 6ª feira (29.jan.2021) por seu gabinete.

O congressista dos EUA, Stephen Lynch, está assintomático contra o coronavírus

O congressista é do partido democrata e representante do Estado de Massachusetts. Ele participou em 20 de janeiro da posse do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também democrata. O gabinete de Lynch afirma que a 2ª dose foi aplicada antes do evento, quando o congressista também havia feito um teste de covid-19 que teve resultado negativo.

Lynch realizou o novo exame depois de um membro de seu gabinete ter sido diagnosticado com coronavírus no começo da última semana (25 a 29 de janeiro). Ele é o segundo congressista de Massachusetts a ter a doença em 2 dias: a republicana Lori Trahan anunciou a doença na 5ª feira (28.jan).

A equipe de Lynch declarou que o congressista está assintomático. Ele irá ficar de quarentena e delegará seu poder de voto na Câmara dos Representantes dos EUA durante a próxima semana.

Anthony Fauci diz que cepa brasileira do coronavírus pode ser “dominante”

Variação seria mais transmissível; Poderia causar outras mutações; “Temos que esperar para ver” (no Poder360 )

Anthony Fauci em pronunciamento na Casa Branca; infectologista atua como consultor médico presidencial

O diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, disse que a variante do coronavírus que teve origem no Amazonas pode se tornar “mais dominante” pelo seu maior grau de transmissibilidade.

A afirmação de Fauci, que também atua como consultor médico do presidente Joe Biden na Casa Branca, foi feita na noite dessa 2ª feira (25.jan.2021), em uma entrevista concedida à CNN norte-americana.

 

O médico comentou o tema porque a cepa identificada no Brasil foi detectada pela 1ª vez nos Estados Unidos. A variação foi encontrada em uma pessoa de Minnesota que esteve recentemente no território brasileiro.

“Se ela [a variante] tem a capacidade de se espalhar de maneira mais eficiente, é provável que se torne cada vez mais dominante, mas temos que esperar para ver”, disse.

De acordo com Fauci, a variação pode acelerar replicações e mutações da coronavírus, tornando as consequências da covid-19 mais graves.

“A notícia preocupante é que, à medida em que você obtém mais e mais replicação, pode obter mais e mais da evolução das mutações, o que significa que podem estar um passo à frente”, afirmou.

O consultor médico dos últimos 7 presidentes dos Estados Unidos disse, no entanto, que as vacinas contra a covid-19 devem ser eficazes contra a nova variação do vírus.

“A boa notícia é que as vacinas, como existem agora, ainda devem ser eficazes contra as mutações”, declarou Fauci.

Droga que bloqueia multiplicação do coronavírus é eficaz, indica estudo

Pesquisa com a plitidepsina; Usada contra câncer de sangue; Foi testada em camundongos (no Poder360

Uma equipe internacional de pesquisadores divulgou nesta 2ª feira (25.jan.2021) os primeiros dados comprovados sobre a eficácia da plitidepsina, que teria uma “potente eficácia pré-clínica” contra a covid-19, segundo estudo publicado na revista científica Science.

Eis a íntegra do estudo (em inglês, 5,56 MB).

A plitidepsina é uma droga sintética baseada em uma substância produzida por animais invertebrados e hermafroditas que vivem ancorados em pedras ou nascentes do Mar Mediterrâneo. A farmacêutica Pharmamar desenvolveu o medicamento sob o nome comercial Aplidina para tratar o mieloma múltiplo, um câncer de sangue, embora por enquanto só tenha sido aprovado na Austrália.

Após o início da pandemia de covid-19, a empresa iniciou testes clínicos usando a droga contra o SARS-CoV-2.

A equipe de especialistas da Universidade da Califórnia, do Instituto Pasteur em Paris e da Pharmama rastreou todas as proteínas do novo coronavírus que interagem com proteínas humanas. Eles então analisaram drogas já conhecidas que podem interferir nessas interações e identificaram 47 medicamentos promissores.

Os efeitos da plitidepsina foram comparados com os do Remdesivir em 2 camundongos infectados com SARS-CoV-2. Os resultados mostraram que a plitidepsina reduz em cerca de 100 vezes a multiplicação do vírus e também combate a inflamação nas vias aéreas.

A plitidepsina bloqueia uma proteína humana conhecida como eEF1A sem a qual o vírus é incapaz de se multiplicar.

“Nossos resultados e dados positivos dos ensaios clínicos da Pharmamar [farmacêutica que desenvolveu o medicamento] sugerem que novos ensaios clínicos com plitidepsina devem ser priorizados para o tratamento da covid-19″, afirma o estudo.

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Terapias direcionadas não ao vírus, mas contra uma proteína específica do paciente, são mais resistentes ao surgimento de novas variantes do vírus. A genética do paciente muda muito menos rapidamente do que a do vírus, de modo que tais tratamentos não seriam tão afetados pela chegada de novas mutações do coronavírus.

A equipe publicou outro estudo, neste caso ainda preliminar, mostrando que 2 desses tratamentos –plitidepsina e ralimetinib, outra molécula usada contra o câncer– têm eficácias semelhantes no combate à variante britânica do coronavírus.

O mecanismo molecular alvo dessa droga também é importante para a multiplicação de muitos outros vírus, incluindo influenza e vírus sincicial respiratório. Isso sugere que ele tem o potencial de criar antivirais genéricos contra muitos outros patógenos.

Especialistas independentes alertam que ainda há um longo caminho a percorrer.

“Este é um estudo pré-clínico muito bom conduzido por um grupo muito confiável de pesquisadores”, diz Marcos López, presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia.

“A parte do ensaio clínico em pacientes está à frente do caminho e esclarece quando essa droga pode ser mais eficaz.”

Elena Muñez, pesquisadora-chefe do hospital Puerta de Hierro, em Madri, alerta que esses resultados “são muito preliminares”.

“Esse tipo de dados pré-clínicos é baseado em experimentos com camundongos totalmente controlados, uma situação muito diferente da realidade que vemos com pacientes em um hospital”, afirma.

A virologista Isabel Sola diz que os 2 medicamentos têm efeito apenas nos estágios iniciais da infecção.

“Tanto a plitidepsina quanto a remdesivir teriam um efeito apenas nos estágios iniciais da infecção durante os quais a replicação viral ainda está disponível, mas não nas fases posteriores e mais graves, quando já há inflamação generalizada”, diz.

Há também evidências de que a plitidepsina não é tóxica em doses moderadas. Em parte, a informação vem de estudos que foram realizados para medir seu efeito contra o mieloma, mas também de outros ensaios em que uma dose da droga muito semelhante à usada contra o coronavírus estava sendo testada em combinação com o corticosteroide dexametasona. Nesses estudos, a plitidepsina não teve efeitos colaterais graves.

A Pharmamar está finalizando o documento oficial para solicitar o início de um ensaio de fase 3 que estudará a eficácia do medicamento em pacientes internados com covid-19.

José María Fernández, presidente da Pharmamar, diz que a plitidepsina inibe a mutação de novas cepas, como a brasileira.

“Este trabalho confirma tanto a atividade poderosa quanto o alto índice terapêutico da plitidepsina e que, por seu mecanismo especial de ação, inibe o SARS-CoV-2 independentemente de sua mutação em sua proteína S, como as cepas britânicas, sul-africanas, brasileiras ou as novas variantes que surgiram recentemente na Dinamarca.”

Fonte: Poder360

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