Rússia mantém juros em 4,25% e retira menção a possíveis cortes futuros

Publicado em 12/02/2021 08:53

O banco central da Rússia manteve sua taxa de juros na mínima recorde de 4,25% nesta sexta-feira após salto recente da inflação, movimento que sugere que mais afrouxamento da política monetária pode estar fora de jogo devido à inflação elevada.

A decisão de manter os juros no mesmo nível desde julho de 2020 ficou em linha com pesquisa da Reuters que previa que a Rússia iria manter o custo dos empréstimos devido ao aumento nos preços do consumidor após depreciação do rublo.

"Riscos desinflacionários não prevalecem mais no horizonte de 2021", disse o banco em comunicado.

O banco central disse que agora vai "determinar o cronograma e ritmo de um retorno à política monetária neutra".

Ao tomar decisões sobre os juros no futuros, ele levará em conta tendências de movimentos econômicos e de preços, inflação e riscos apresentados pelas condições domésticas e externas e a reação dos mercados financeiros, completou.

O banco disse que a inflação, sua principal área de responsabilidade, corre o risco de superar a meta de 4% este ano porque as expectativas de inflação permanecem elevadas.

Juros mais baixos sustentam a economia através de empréstimos mais baratos, mas também podem alimentar a inflação e tornar o rublo mais vulnerável a choques externos.

O banco central começou a cortar os juros no início de 2020, quando a economia sofreu o impacto da queda nos preços do petróleo, principal exportação russa.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

FPA monitora barreira da UE aos produtos de proteína animal do BR e volta a pontuar protecionismo do bloco
Ibovespa fecha em queda com cena corporativa e inflação em foco
Dólar fecha estável ante real enquanto segue impasse no Oriente Médio
S&P 500 e Nasdaq fecham em baixa, com inflação e tensões sobre Irã pesando
Trump diz que não precisa da ajuda de Xi Jinping em relação ao Irã
Trump afirma que fim da guerra na Ucrânia está muito próximo