Serviços da zona do euro sofrem em fevereiro mas fábricas avançam, mostra PMI

Publicado em 19/02/2021 07:59

A atividade empresarial na zona do euro contraiu novamente em fevereiro uma vez que as medidas de lockdown para conter o coronavírus pressionaram o dominante setor de serviços do bloco, mesmo com as fábricas no ritmo mais forte em três anos.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto do IHS Markit se aproximou da marca de 50 que separa crescimento de contração, chegando a 48,1 em fevereiro contra 47,8 em janeiro. Pesquisa da Reuters apontava leitura de 48,0.

Entretanto, parte dessa atividade deveu-se à finalização de encomendas antigas. O subíndice de trabalhos em atrasos caiu a 47,9 de 49,0.

"As medidas de lockdown contra a Covid-19 desferiram mais um golpe ao setor de serviços da zona do euro em fevereiro, somando-se à probabilidade de o PIB cair de novo no primeiro trimestre", disse Chris Williamson, economista-chefe do IHS Markit.

O PMI do setor de serviços caiu a 44,7 de 45,4 em janeiro, bem abaixo da expectativa de 45,9 em pesquisa da Reuters.

Mas com os programas de vacinação acelerando e provocando esperanças de um retorno a alguma forma de normalidade, o otimismo sobre o ano à frente melhorou com força. O subíndice de expectativas de negócios de serviços chegou ao nível mais alto desde abril de 2018.

A forte demanda por bens manufaturados ajudou o PMI da indústria a saltar a 57,7 de 54,8, leitura mais alta desde fevereiro de 2018 e bem acima de todas as projeções em pesquisa da Reuters, cuja mediana era de 54,3. O subíndice de produção subiu a 57,5 de 54,6.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ações europeias fecham estáveis com cautela por alta do petróleo; Novartis recua
Produção de veículos no Brasil cresce em agosto, diz Anfavea
Rússia ataca Kiev após breve pausa para visita de enviados dos EUA, matando 5 pessoas
Wall Street recua com petróleo em máxima de mais de seis semanas por tensões no Golfo
Segunda Turma do STF tem maioria para manter diretor da PF afastado
Ibovespa avança 2% e ronda 189 mil pontos com eleição e commodities sob holofote