S&P 500 e Dow Jones fecham em alta com rali de última hora

Publicado em 23/02/2021 20:31

NOVA YORK (Reuters) - Wall Street reverteu sua trajetória na reta final da sessão desta terça-feira, com os índices S&P 500 e Dow Jones virando para positivo em meio ao cabo de guerra entre ações que prosperaram com a pandemia e as que mais se beneficiariam da reabertura econômica.

O Nasdaq foi o único importante índice acionário norte-americana a registrar perdas nesta terça.

As ações de crescimento --que lideraram o rali do mercado no ano passado e tiveram êxito em meio a lockdowns relacionados à pandemia-- pesaram sobre os índices durante a maior parte do dia, já que investidores preferiram as ações destinadas a subir mais à medida que a vacinação permitir que as restrições econômicas sejam suspensas.

O chair do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, reagiu contra preocupações de que o apoio econômico do banco central aumente o risco de uma espiral inflacionária e insistiu que a política monetária acomodatícia da autoridade monetária permanecerá em vigor "por algum tempo".

O índice Dow Jones subiu 0,05%, a 31.537 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,125629%, a 3.881 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,5%, a 13.465 pontos.

Indicado para vice de Yellen pede postura dura em relação à China

WASHINGTON (Reuters) - Wally Adeyemo, nomeado pelo presidente norte-americano, Joe Biden, para o cargo de vice-secretário do Tesouro, disse nesta terça-feira que Washington deveria trabalhar com aliados para que a China seja responsabilizada dentro de leis internacionais, a fim de garantir condições de concorrência iguais para empresas nos Estados Unidos e em outros lugares.

"A China é nosso principal concorrente estratégico", disse Adeyemo em audiência de confirmação perante o Comitê de Finanças do Senado.

"Onde a China não estiver disposta a jogar em igualdade de condições, é importante que a responsabilizemos no sistema internacional", disse Adeyemo, acrescentando que adotar essa postura com outros países seria melhor para "demonstrar aos chineses que eles estão isolados quando violam as regras".

Ecoando comentários de outras autoridades de Biden, Adeyemo adotou um tom linha-dura em relação a Pequim, prometendo combater o que chamou de "práticas econômicas injustas" na China e em outros lugares e, ao mesmo tempo, trabalhar para corrigir a desigualdade econômica em casa.

Se confirmado como vice de Janet Yellen, Adeyemo, de 39 anos, desempenharia um papel fundamental na formação da política econômica dos EUA em questões que vão desde regulação financeira até alívio para cidadãos norte-americanos e sanções dos EUA contra governos estrangeiros.

Fonte: Reuters

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