Preços de diesel, gasolina e etanol têm 4ª semana de queda nos postos, diz ANP

Publicado em 17/04/2021 18:51

SÃO PAULO (Reuters) - Os preços do óleo diesel, gasolina e etanol nos postos de combustíveis do Brasil tiveram leve retração nesta semana, a quarta consecutiva de baixa, de acordo com dados publicados nesta sexta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo levantamento da reguladora, o valor médio do diesel ao longo da última semana foi de 4,184 reais por litro, queda de 0,66% em relação à semana anterior. Com o movimento, a cotação do combustível mais consumido do país atingiu o menor nível desde a semana encerrada em 27 de fevereiro.

Na máxima atingida neste ano, após seguidos aumentos que desencadearam ameaças de greves de caminhoneiros e levaram o presidente Jair Bolsonaro a alterar o comando da Petrobras, o diesel atingiu preço médio nos postos de 4,274 reais/litro, em meados de março.

A gasolina, por sua vez, registrou nesta semana preço médio de 5,427 reais por litro nas bombas, menor patamar desde o início de março, com queda de quase 0,4% na comparação semanal.

Em meados do mês passado, no pico de 2021 até o momento, o litro do combustível havia se aproximado de 5,60 reais, segundo a ANP.

A tendência de queda também continuou sendo vista no etanol hidratado, concorrente direto da gasolina nos postos. Conforme o levantamento, o biocombustível fechou a semana com preço médio de 3,758 reais por litro, baixa de 1,2% em relação à pesquisa anterior.

O movimento recente de queda nos combustíveis ocorre após a Petrobras ter reduzido por duas vezes seguidas os preços do diesel e da gasolina em suas refinarias-- no final de março e no início deste mês.

Na quinta-feira, porém, a estatal comunicou um novo aumento, aplicado a partir desta sexta-feira.

Com o novo reajuste, o diesel da Petrobras passou a custar 2,76 reais por litro, enquanto a gasolina foi para 2,64 reais/litro. Os combustíveis acumulam altas na refinaria de 36% e 43,5% no ano, respectivamente.

A Petrobras defende que seus reajustes buscam seguir os valores de paridade internacional, influenciados por fatores como a cotação do petróleo no mercado externo e a taxa de câmbio.

Os preços nos postos, por outro lado, não acompanham necessariamente e de imediato os valores nas refinarias, e dependem de uma série de fatores, incluindo impostos, mistura de biocombustíveis e margens de distribuição.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Wall St fecha em alta com Dow Jones em recorde por otimismo em torno das negociações com Irã
Dólar tem alta leve no Brasil com atuação de importadores e Oriente Médio no foco
Ibovespa fecha estável apesar de recuo de Vale e Petrobras; Embraer sobe
Taxas dos DIs caem em dia de recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo
Grupo de 25 Estados dos EUA contesta as tarifas de Trump
Ações europeias iniciam agosto em alta com expectativas sobre EUA e Irã