Da disparada do café ao cobre, commodities têm 3ª feira de altas fortes"Commodities têm pelo menos mais 12 meses de preços altos

Publicado em 18/05/2021 14:49 e atualizado em 18/05/2021 18:03 2200 exibições

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A terça-feira, 18 de maio, é mais um dia intenso para todas as commodities e é difícil destacar qual a mais forte entre a movimentação de todas elas. Entre as agrícolas, o café é o principal destaque com ganhos que superam os 5% na tarde de hoje na Bolsa de Nova York. Sobem ainda os futuros do açúcar - quase 2% - e o algodão - mais de 1% também em Nova York, bem como milho e trigo na Bolsa de Chicago. 

Mais cedo, subiam ainda as cotações da soja na CBOT e os futuros do petróleo WTI em Nova York e do Brent em Londres. Por outro lado, ainda em alta permancem a prata, o cobre, o ouro, zinco, chumbo, níquel e estanho. Porco e boi também sobem na Bolsa de Chicago. 

Entre, literalmente, altas e baixas, o mercado de commodities de todas as naturezas registram um dos melhores momentos dos últimos anos e os rallies já promovem uma alta acumulada de 21% somente neste ano entre as matérias-primas negociadas nas bolsas de valores, segundo o Índice de Commodities Bloomberg. 

Índice de Commodities da Bloomberg - 18 de Maio de 2021

Fonte: Bloomberg

A recuperação da economia global dando sinais mais fortes e consistentes depois dos picos mais agressivos da pandemia do coronavírus e o avanço expressivo do processo de vacinação em diversos pontos do globo sinalizam - e já confirmam em alguns casos - uma demanda também em franca recuperação e crescimento forte,  o que se combina ainda com uma restrição de oferta de alguns produtos, como os grãos e óleos vegetais, por exemplo. 

Entre os preços de soja e milho, foram registradas as máximas em nove anos na Bolsa de Chicago, enquanto o óleo de soja também testou níveis recordes. Do mesmo modo, o cobre este mês registrou máximas históricas, ao lado do minério de ferro ao passo em que a China, ainda como informa a Bloomberg, vem registrando aumento de seus investimentos em infraestrutura diante de um crescimento forte de sua economia no primeiro trimestre de 2021 na casa de 18%. Nos Estados Unidos, a economia registrou um crescimento de 6,5%. 

"Compartilho da visão de que temos um ciclo de commodities, a discussão entre os economistas é saber qual a duração deste ciclo. No último tivemos um período forte entre 2003 e 2008, pouco antes da crise financeira global. Eu diria que olhando 12 meses a frente tudo sugere que estes preços continuem sendo favorecidos, porque temos uma expansão incomum da economia global. Não só a China crescendo muito, mas EUA e no final do ano, provavelmente, a Europa, então são três motores importantes do crescimento global aumentando a demanda no mesmo momento em que hjá restrição da oferta em diversos segmentos", explica o economista chefe do Banco BV, Roberto Padovani.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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