Petrobras eleva diesel em 3,7% e gasolina em 6,3%; GLP também sobe

Publicado em 05/07/2021 15:30

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que elevará o preço médio do diesel em 3,7% e o da gasolina em 6,3%, na primeira alta de valores desses combustíveis realizada pela gestão do presidente-executivo Joaquim Silva e Luna.

O preço médio do diesel a distribuidoras subirá 10 centavos, para 2,81 reais por litro, enquanto a gasolina terá alta de 16 centavos, para 2,69 reais por litro, "acompanhando a elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e derivados", disse a Petrobras em nota.

No acumulado do ano, o diesel da Petrobras subiu cerca de 40% enquanto a gasolina avançou 46%. Já o petróleo Brent acumula alta de cerca de 50%.

Em audiência na Câmara no mês passado, Luna disse que Petrobras estava conseguindo absorver a alta recente do petróleo em meio a uma queda na cotação do dólar frente ao real, outro parâmetro utilizado pela estatal para definir a paridade com o mercado externo.

Mesmo com o aumento, a Associação dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calcula que a defasagem do diesel ante a paridade de importação é de 9 centavos, enquanto a da gasolina está de 19 centavos.

"Apesar de ainda existirem defasagens, em relação as PPIs que calculamos, o anúncio feito pela Petrobras sinaliza que está buscando seguir a paridade internacional", disse o presidente da Abicom, Sérgio Araújo.

Já o preço médio de venda de GLP, o chamado gás de cozinha, passará a ser de 3,60 real por kg, refletindo um aumento médio de 20 centavos por kg para as distribuidoras, disse a companhia em nota.

Desde que Luna assumiu a presidência da empresa, em 19 de abril, a estatal havia realizado duas reduções de preços na gasolina e uma no diesel.

Em 11 de junho, anunciou uma redução de cerca de 2% no valor da gasolina.

Em 30 de abril, divulgou redução de 2% no diesel e na gasolina.

Luna substituiu Roberto Castello Branco, quedeixou a empresa devido a descontentamento de Jair Bolsonaro commudanças mais frequentes nas cotações efetuadas pelaadministração anterior.

Em nota, a gestão Luna reforçou que busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais.

"Os preços praticados pela Petrobras seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo", disse a companhia, ressaltando que o alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento.

O repasse dos reajustes da Petrobras aos consumidores finais nos postos não é garantido nem imediato e depende de uma série de questões, como impostos, margens de distribuição e revenda além de misturas de biocombustíveis.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fica estável no Brasil com noticiário político, apesar de queda no exterior
Ibovespa fecha em alta, mas distante da máxima em dia com dados dos EUA sob holofote
Petróleo sobe com cobertura de posições antes de feriado nos EUA
Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos
Reavaliar subsídio ao diesel exige cuidado e eliminação deve levar mais tempo, diz Moretti
Ações europeias fecham em máxima recorde após dados fracos de emprego dos EUA acalmarem temores de alta de juros