Chanceler chinês diz que mundo deveria apoiar em vez de pressionar o Afeganistão

Publicado em 19/08/2021 14:30

PEQUIM (Reuters) - O mundo deveria guiar e apoiar o Afeganistão durante sua transição de governo, em vez de pressioná-lo ainda mais, disse o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, nesta quinta-feira, em uma conversa telefônica com o chanceler britânico, Dominic Raab.

A situação no Afeganistão, onde o Taliban retomou o poder 20 anos depois de ser deposto por uma invasão liderada pelos Estados Unidos, continua instável e incerta, disse Wang, segundo citações da chancelaria chinesa.

"A comunidade internacional deveria incentivá-lo e guiá-lo em uma direção positiva, ao invés de aplicar mais pressão", o que seria propício para estabilizar a situação, acrescentou Wang, de acordo com o comunicado do ministério sobre o telefonema.

A China não reconhece o Taliban oficialmente como novo governo, mas no mês passado Wang recebeu o mulá Baradar, chefe do escritório político do grupo, em Tianjin e disse que espera que o Taliban desempenhe um papel importante no processo de paz e de reconstrução do Afeganistão.

Na conversa com Raab, Wang também disse que a comunidade internacional não deveria usar o Afeganistão como um campo de batalha geopolítico, mas respeitar sua independência e a vontade de seu povo, disse a chancelaria.

A China objeta continuamente a críticas estrangeiras ao seu próprio sistema e normalmente rejeita pressão internacional sobre outros países, que vê como interferência.

(Redação Pequim)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar acompanha exterior e cai ao menor valor em três semanas
Williams, do Fed, espera queda em preços de energia mesmo com recrudescimento do conflito no Oriente Médio
Petrobras pode retomar produção na Bolívia e ajudar a reestruturar YPFB, diz ministro boliviano
México apresentará queixas criminais nos EUA sobre mortes de mexicanos durante operações de fiscalização de imigração
Wall Street sobe com ganhos de setor de chips compensando inquietação com Oriente Médio
Irã diz ter atacado alvos militares dos EUA no Golfo Pérsico e sepulta líder assassinado