Reuters: Na véspera do 7 de Setembro, PF prende bolsonarista que publicou ameaça a ministro do STF

Publicado em 06/09/2021 16:34

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - Na véspera das manifestações do 7 de Setembro, a Polícia Federal prendeu em Santa Catarina um simpatizante do presidente Jair Bolsonaro que divulgou em uma rede social uma ameaça de morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, segundo uma fonte relatou à Reuters.

O mandado de prisão preventiva contra Márcio Giovani Nique, conhecido nas redes como professor Marcinho, foi expedido pelo próprio Moraes no curso do inquérito que investiga a realização de atos antidemocráticos, a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Em uma rede social, Nique disse que um empresário estaria oferecendo dinheiro pela "cabeça" do ministro Alexandre de Moraes, "vivo ou morto". Citou também que existiria um agrupamento de pessoas que iria atrás do ministro do Supremo.

Responsável por uma série de investigações contra Bolsonaro no STF, Moraes deverá ser um dos principais alvo das críticas do presidente e de simpatizantes nas manifestações de terça-feira.

Em sua escalada contra a cúpula do Judiciário nos últimos dias, Bolsonaro pediu o impeachmnt de Moraes --que foi barrado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)-- e ameaçou reagir fora das quatro linhas da Constituição contra o magistrado.

O Supremo reforçou a segurança do seu prédio e a dos ministros da corte e seus familiares em razão dos protestos. O esquema de segurança especial do STF conta com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ibovespa fecha em queda com Brava capitaneando perdas; Usiminas sobe
Dólar tem variação discreta, mas fecha abaixo dos R$5,00 com otimismo sobre guerra
Taxas dos DIs caem com esperanças renovadas de acordo entre EUA e Irã
Motta sobre o fim da escala 6x1: "Foco é a redução da jornada sem redução salarial"
Justiça da Argentina ordena apreensão dos bens da ex-presidente Kirchner
Importação de gasolina pelo Brasil deve mais que dobrar em abril ante 2025, aponta Datagro