Anatel adia análise do 5G; governo cita prejuízo de R$100 mi por dia

Publicado em 14/09/2021 08:22

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou nesta segunda-feira que atrasos no calendário para o leilão das frequências da tecnologia 5G estão provocando prejuízo de 100 milhões de reais por dia ao país, após um adiamento na análise do tema pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O número citado por Faria tem como base uma estimativa do governo federal de que o leilão das faixas trará ao país investimento da ordem de 2,8 bilhões de reais por mês.

"Portanto, um pedido de vistas desse representa um prejuízo de cerca de 100 milhões de reais por dia", disse o ministro a jornalistas, classificando como "altamente inesperado" o pedido de vista do conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Moisés Moreira, que suspendeu a análise do processo.

O aval final da Anatel, que analisa o processo desde outubro de 2019, é a última etapa antes da realização do leilão, que o governo pretendia realizar em 14 de outubro.

Uma data para retomada da análise do assunto na Anatel não foi definida, mas pode acontecer logo que Moreira solicitar uma reunião extraordinária do colegiado.

Ainda assim, Faria manteve a expectativa de que o leilão acontecerá no mês que vem.

"Temos condições de ser o primeiro país na América Latina com o 5G e quem sair na frente leva vantagem", disse o ministro. "Cada dia de atraso me incomoda demais".

Em agosto, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o leilão também após um pedido de vistas que atrasou o processo.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Confiança de serviços no Brasil recua em fevereiro após 3 meses de altas, diz FGV
IGP-M recua 0,73% em fevereiro, mais do que o esperado, mostra FGV
Wall Street estende alta impulsionada por tecnologia conforme diminuem temores relacionados a IA
Ibovespa fecha em queda com realização de lucros após superar 192 mil pontos
Taxas dos DIs com prazos longos caem após pesquisa menos favorável a Lula
Dívida Pública fica praticamente estável, mas supera R$ 8,6 trilhões