Mourão defende articulação de países da região amazônica diante da COP26

Publicado em 08/10/2021 15:54

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta sexta-feira a articulação de países da região amazônica para ter uma voz "clara e coerente" diante da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a chamada COP26, que começará no final do mês em Glasgow, na Escócia.

Mourão argumentou que é preciso se contrapor à tentativa de transferir para as nações que abrangem o bioma a responsabilidade das ações para combater as mudanças climáticas.

"Ao se aproximarem a conferência sobre mudanças climáticas e sobre a biodiversidade, e frente a pressões sem bases científicas que buscam indevidamente transferir aos nossos países a responsabilidade das ações necessárias para reverter os processos nocivos das mudanças climáticas e da perda da biodiversidade, devemos nos articular e nos unir para que a voz dos países em desenvolvimento, em particular a nossa, amazônicos, seja ouvida de maneira clara e coerente", disse.

"Mais do que qualquer outro grupo de países, estamos comprometidos com o bem-estar de toda a população amazônica, desde as comunidades indígenas e tradicionais até os trabalhadores urbanos, desde os agricultores familiares até os empresários e industriais. Reforcemos nossa determinação comum e nossos objetivos de desenvolvimento sustentável", emendou.

As declarações do vice-presidente foram dadas durante reunião virtual da III Cúpula Presidencial pela Amazônia. Na cúpula, a fala da maior parte dos países foi feita pelo presidente da República.

Mourão, que é coordenador do Conselho Nacional da Amazônia e representou o presidente Jair Bolsonaro, disse que é importante fortalecer a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e exaltou o que considera "muitos resultados" que o Brasil tem a apresentar, citando dados preliminares que mostram a redução do desmatamento da Amazônia e também dos incêndios florestais.

Segundo Mourão, os dados decorrem da reativação do conselho e das operações de Garantia da Lei e da Ordem que empregaram milhares de civis e militares no combate a crimes ambientais na região.

Fonte: Reuters

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