Institutos econômicos da Alemanha cortam previsão para PIB de 2021

Publicado em 14/10/2021 09:00

Os principais institutos econômicos da Alemanha reduziram sua previsão conjunta para o crescimento da maior economia da Europa em 2021 para 2,4% nesta quinta-feira, uma vez que gargalos na oferta atrapalham a manufatura, mas elevaram sua previsão para o próximo ano.

Os cinco institutos -- RWI, em Essen; DIW, em Berlim; Ifo, em Munique; IfW, em Kie; e IWH, em Halle -- elevaram sua previsão para 2022 a 4,8%, de 3,9%, dizendo que a economia alcançará a utilização normal da capacidade ao longo do ano conforme o impacto da pandemia de coronavírus diminui gradualmente.

A Reuters já havia informado na quarta-feira que os institutos planejavam cortar sua previsão para 2021, que antes estava em 3,7%.

"Os desafios da mudança climática e o previsível menor crescimento econômico devido ao encolhimento da força de trabalho reduzirão as oportunidades de consumo", disse o vice-presidente do IWH, Oliver Holtemoeller.

O Ministério da Economia do país disse que um aumento do PIB é provável na Alemanha no terceiro trimestre graças à expansão dos serviços, embora o crescimento deva estagnar no final de 2021.

O governo não espera que a inflação arrefeça até o próximo ano, quando efeitos pontuais acabarem. A atual taxa de inflação de 4,1% está no nível mais alto desde 1993, devido principalmente a aumentos significativos nos custos de energia.

Os cinco institutos estimam que a inflação seja de 2,5% em 2022 e de 1,7% em 2023.

Eles disseram que a atual projeção de inflação se baseou na premissa de que os salários subirão 2,5% (acréscimo de 2 pontos-percentuais) nos próximos anos. Se os salários coletivos avançarem mais do que isso, como sugeriram alguns sindicatos, isso mudaria a situação significativamente e levaria a altas taxas de inflação, afirmaram.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar sobe com mercado em busca de proteção antes de novas revelações do caso Master
Ibovespa recua na sessão com inflação nos EUA e caso Master no radar
Taxas dos DIs zeram perdas com receio de que fim do sigilo no caso Master atinja Flávio
Presidente do STF determina que Mendonça retire mais sigilos do caso Master
Ações sobem mas fecham semana com queda em meio a temores persistentes de inflação
Wall Street abre em alta após relatório de inflação de agosto