Estoque de crédito no Brasil sobe 2,0% em setembro e 16% em 12 meses, diz BC

Publicado em 25/10/2021 10:33

BRASÍLIA (Reuters) -O estoque total de crédito no Brasil subiu 2,0% em setembro sobre agosto, a 4,429 trilhões de reais, com o saldo dos financiamentos às famílias seguindo em expansão em 12 meses, mostraram dados do Banco Central nesta segunda-feira.

Em 12 meses, o estoque total de crédito cresceu 16,0%, com o crédito às pessoas físicas acelerando a 19,4% (frente a 19,0% no acumulado até agosto), enquanto o volume destinado às empresas teve elevação de 11,6%, queda sobre o patamar de 12,3% observado no acumulado até o mês anterior.

Para o ano, a projeção mais recente do BC era de expansão do crédito de 12,6% neste ano, com alta de 16,2% entre as famílias e de 8,0% entre as empresas.

O saldo geral passou, com o desempenho de setembro, a responder por 52,9% do Produto Interno Bruto (PIB), frente a 52,4% em agosto.

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres, em que as condições dos empréstimos são livremente estabelecidas pelos bancos, ficou estável em 3,0%.

Já o spread bancário no mesmo segmento subiu a 21,7 pontos percentuais, sobre 21,6 pontos em agosto, enquanto as taxas médias de juros subiram 0,8 ponto percentual, a 30,6% ao ano.

Houve aperto do crédito nas modalidades mais caras às pessoas físicas: a taxa do rotativo do cartão de crédito subiu 3,7 pontos percentuais de agosto para setembro, a 339,5% ao ano, enquanto a taxa do cartão de crédito parcelado cresceu 5,1 pontos, a 168,7% ao ano.

No cheque especial, o aumento foi de 3,5 pontos percentuais, a 128,6% ao ano.

(Por Marcela Ayres; Edição de Maria Pia Palermo e José de Castro)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade