Tratado como presidenciável, Pacheco se filia ao PSD

Publicado em 27/10/2021 16:54

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), participou nesta quarta-feira de cerimônia de filiação ao PSD, em evento em Brasília no qual foi tratado como o presidenciável da legenda para as eleições do próximo ano.

Na cerimônia, Pacheco não falou de candidatura ao Palácio do Planalto, mas fez um discurso claro para marcar posição e se colocar como diferente dos principais nomes apontados como concorrentes na eleição de 2022.

O presidente do Senado pregou união, afirmando que o país chegou ao "limite dos extremos".

"A gravidade do momento que assola nosso país nos impõe uma tomada de decisão. Decisão esta que não é contra quem quer que seja, mas a favor do Brasil e dos brasileiros. O caminho para solucionar as várias crises que estamos enfrentando é a união. Quando falamos em unirmos o país é porque chegamos ao limite dos extremos", disse Pacheco, que deixou o Democratas.

Pacheco defendeu a boa política e destacou que é preciso, urgentemente, retirar milhares de brasileiros da "miséria absoluta" em que vivem. "Não podemos tolerar que o nosso país, com a base agrícola, repleto de heróis do campo, tenha um cidadão sequer passando fome", disse.

O evento de filiação do senador foi realizado no Memorial JK, em Brasília, com a presença de parlamentares e dirigentes partidários de várias legendas. Em vários momentos, houve referências e comparações de Pacheco com o ex-presidente Juscelino Kubitschek.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que o presidente do Senado será presidenciável pela legenda.

"Ele não vai aqui evidenciar, até porque vai fazer uma reflexão, mas, em off, reservadamente, Rodrigo Pacheco vai ser nosso candidato a presidente do Brasil", afirmou.

Apesar do entusiasmo de Kassab, pesquisas ao Planalto tem apontado Pacheco com modestas intenções de voto ao cargo -- bem distante do presidente Jair Bolsonaro e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade