Fed anuncia redução de compras de títulos e mantém opinião de que inflação é "transitória"

Publicado em 03/11/2021 15:51

Por Howard Schneider e Ann Saphir

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve informou nesta quarta-feira que começará a reduzir suas compras mensais de títulos em novembro e tem planos de encerrá-las em 2022, mas manteve a opinião de que a inflação alta será "transitória" e provavelmente não exigirá um aumento rápido dos juros.

No entanto, o banco central norte-americano apontou dificuldades globais de oferta como mais um risco à inflação, afirmando que esses fatores "devem ser transitórios", mas que precisarão diminuir para garantir a esperada desaceleração da inflação.

"À luz do novo progresso substancial que a economia fez", o Fed disse que começará a reduzir suas compras de títulos, como esperado, marcando a mudança formal ante as políticas adotadas em março de 2020 para combater a crise econômica e as demissões causadas pela pandemia de Covid-19.

No entanto, mesmo ao anunciar um corte mensal de 15 bilhões de dólares em suas compras de 120 bilhões de dólares por mês em Treasuries e títulos lastreados em hipotecas, o Fed fez pouco para sinalizar quando começará a próxima fase de "normalização" da política monetária ao elevar os juros.

"A atividade econômica e o emprego continuam a se fortalecer", disse o Comitê Federal de Mercado Aberto ao final de reunião de dois dias, mas não alterou sua intenção de deixar a taxa básica de juros perto de zero até que a inflação atinja 2% e esteja "a caminho de superar moderadamente 2% por algum tempo".

No geral, o Fed disse ainda acreditar que a inflação alta recente vai desacelerar, mas a pequena mudança na linguagem indica que as autoridades do Fed acreditam que o processo vai levar mais tempo.

A inflação medida pelo PCE, índice preferido do Fed, está o dobro da meta desde maio, mas as autoridades estão relutantes em mudar seu cenário para a política monetária até que esteja claro que o ritmo de aumentos de preços não irá enfraquecer sozinho.

Fonte: Reuters

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