África do Sul vê menos doenças graves de Ômicron do que de ondas anteriores

Publicado em 09/12/2021 12:45

Por Tim Cocks

JOHANESBURGO (Reuters) - Dados hospitalares iniciais da África do Sul mostram que menos de um terço dos pacientes internados com Covid-19 durante a onda mais recente ligada à variante Ômicron estão sofrendo doenças graves na comparação com dois terços dos estágios inicias das duas últimas ondas.

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD) para Tshwane, a área metropolitana que inclui Pretória e onde o primeiro possível surto de Ômicron ocorreu, mostrou 1.633 internações de Covid-19 em hospitais públicos e particulares entre 14 de novembro e 8 de dezembro.

Destes, 31% foram casos graves, definidos como aqueles em que os pacientes precisaram de oxigênio ou ventilação mecânica, comparados com 66% no início da segunda onda da pandemia de coronavírus e 67% nas semanas iniciais da primeira.

Cientistas sul-africanos deram o alarme sobre a Ômicron no final do mês passado, quando perceberam que ela tem um número anormalmente grande de mutações, especialmente na proteína Spike que o vírus usa para entrar nas células humanas.

Desde então, eles estão tentando urgentemente entender se as mutações tornam a Ômicron mais transmissível ou mais grave e até que ponto elas podem ajudar a enfraquecer a proteção dada por vacinas ou por doenças anteriores resultantes da Covid-19.

O NICD alertou que o estudo tem algumas limitações inerentes, como ainda não ter sido visto por outros cientistas, e que casos graves podem aumentar à medida que a quarta onda se dissemina.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar volta a cair em meio a fluxo estrangeiro para o Brasil
Taxas dos DIs caem em novo dia favorável para os ativos brasileiros
Índice STOXX 600 fecha em alta, mas incerteza comercial persiste
EUA querem manter acordo comercial com UE, afirma chefe de comércio europeu
Governo Trump está trabalhando para elevar tarifa temporária de 10% para 15%, afirma autoridade
Wall Street sobe após Anthropic anunciar novas ferramentas de IA; preocupações com tarifas persistem