Pacientes de Covid mostram menos sintomas graves, diz ministra britânica da Vacina

Publicado em 04/01/2022 13:02

LONDRES (Reuters) - As pessoas que estão sendo hospitalizadas com a Covid-19 no Reino Unido estão, de maneira geral, mostrando menos sintomas graves do que antes, afirmou a ministra britânica da Vacina nesta terça-feira, acrescentando que não há necessidade para novas restrições neste momento.

O primeiro-ministro Boris Johnson resistiu à ideia de impor medidas rígidas de lockdown na Inglaterra antes do Ano Novo, enquanto a variante Ômicron causa um disparo no número de casos para patamares inéditos.

Embora as hospitalizações estejam em alta, elas não acompanham a trajetória dos números de casos diários, possivelmente refletindo o impacto das vacinas e doses de reforço, a menor gravidade da Ômicron e o intervalo de tempo para que pessoas se dirijam aos hospitais.

"No momento, se você olhar as pessoas que foram hospitalizadas, elas estão entrando com condições menos graves do que antes", afirmou a ministra para Vacinas e Saúde Pública, Maggie Throup, ao canal Sky News, acrescentando que o "Plano B" aplicado por Johnson em dezembro estava funcionando.

"O número de pessoas em leitos hospitalares é cerca de metade do que era há um ano atrás. Isso apenas mostra o poder da vacina."

O epidemiologista Neil Ferguson, do Imperial College de Londres, disse que, embora as infecções em pessoas com menos de 50 anos tenham se estabilizado, a alta incrivelmente brusca nesta faixa etária ainda não teve tempo de espalhar para grupos etários mais velhos, que são mais vulneráveis à Covid-19.

(Reportagem de Guy Faulconbridge e Alistair Smout)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

China afirma que decidirá sobre medidas contra tarifas dos EUA no momento oportuno
Dólar oscila perto da estabilidade em meio à cautela com política tarifária dos EUA
Brasil registra déficit em conta corrente de US$8,36 bi em janeiro, diz BC
Minério de ferro cai Dalian em retomada das negociações na China
China mantém taxas de empréstimo pelo nono mês consecutivo
Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa mais baixa de 10%