BC eleva Selic em 1,5 ponto, a 10,75%, e indica redução do ritmo de ajuste

Publicado em 02/02/2022 18:52

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central subiu a Selic em 1,5 ponto percentual pela terceira vez consecutiva, a 10,75% ao ano, em continuidade ao agressivo ciclo de aperto monetário implementado para conter a inflação, mas indicou uma redução no ritmo de ajuste na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março.

Em comunicado nesta quarta-feira, o BC manteve, no entanto, o posicionamento de que, diante do aumento de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista.

"Em relação aos seus próximos passos, o Comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros. Essa sinalização reflete o estágio do ciclo de aperto, cujos efeitos cumulativos se manifestarão ao longo do horizonte relevante", disse.

A intensidade da elevação veio em linha com a expectativa do mercado, de acordo com mediana da pesquisa Reuters. Dos 29 economistas consultados, 27 previram alta de 1,5 ponto, um apostou em 1,25 ponto, e outro estimou 1,00 ponto de elevação.

Com a decisão, o BC abre 2022 com o patamar da Selic 8,75 pontos percentuais acima da mínima histórica de 2% ao ano, nível atingido em meio à pandemia e que vigorou até março de 2021, numa tentativa de recolocar a inflação nos trilhos em meio à forte aceleração de preços na economia.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Índices de ações caem na Europa com receios de colapso do cessar-fogo entre EUA e Irã
Navio iraniano apreendido provavelmente transportava equipamentos considerados de uso duplo pelos EUA, dizem fontes
UE ampliará sanções sobre Irã para responsáveis por bloquear Ormuz
Bloqueio militar dos EUA no Estreito de Ormuz redirecionou 27 navios desde seu início
Tráfego marítimo em Ormuz é novamente parado após disparos e apreensões
Israel reforça controle sobre o sul do Líbano e diz para moradores não entrarem na área