Mercado melhora projeções para déficit fiscal e dívida bruta do governo em 2022

Publicado em 14/02/2022 12:18 e atualizado em 12/04/2022 14:26

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - O mercado financeiro melhorou as projeções para o resultado primário das contas do governo federal e para a dívida bruta em 2022, mostrou relatório Prisma Fiscal divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Economia, com dados coletados até o dia 7 de abril.

De acordo com o documento, que capta projeções de agentes de mercado sobre as contas públicas, a expectativa para o resultado primário do governo central neste ano ficou em déficit de 46,359 bilhões de reais, ante rombo de 64,153 bilhões de reais projetado para o mesmo período no levantamento de março. Em fevereiro, a estimativa para o déficit estava em 74 bilhões de reais.

As projeções do mercado para o resultado primário refletem uma melhora nas expectativas para a receita líquida do governo neste ano, com ampliação de 1,682 trilhão de reais no relatório anterior para 1,700 trilhão de reais na pesquisa deste mês. Houve elevação menos intensa na estimativa da despesa total do governo, de 1,731 trilhão de reais para 1,744 trilhão de reais.

Os analistas consultados pela pasta reduziram a expectativa para a dívida bruta do governo geral em 2022 para 81,00% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 82,70% na pesquisa de fevereiro.

As estimativas fiscais vieram melhores mesmo após o corte de PIS/Cofins de combustíveis, a redução de até 25% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o corte de tarifas de importação.

Para 2023, as projeções de mercado indicam déficit primário de 33,738 bilhões de reais no governo central, ante 53 bilhões de reais na estimativa trazida pelo relatório anterior. A dívida bruta no ano que vem, segundo os prognósticos, deve ficar em 83,95% do PIB, ante 85,10% previstos no mês passado.

Inicialmente, a divulgação do relatório estava prevista pelo Ministério da Economia para quinta-feira desta semana, mas a publicação foi antecipada em dois dias. A pasta informou que verificará a razão da alteração.

(Por Bernardo Caram)

Fonte: Reuters

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