Rublo se recupera de mínimas após BC anunciar intervenções no mercado com invasão da Ucrânia pela Rússia

Publicado em 24/02/2022 08:18

O rublo se recuperava de mínimas históricas nesta quinta-feira, depois de o banco central anunciar intervenções cambiais após o presidente Vladimir Putin ter ordenado que forças russas invadissem a Ucrânia, movimento que deve desencadear novas sanções duras contra Moscou.

A Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia por terra, ar e mar nesta quinta-feira, o maior ataque de um Estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e a confirmação dos piores temores do Ocidente.

O rublo perdia 3,8%, a 84,27 por dólar, depois de ter atingido mais cedo mínima recorde de 89,60, em negociações altamente voláteis.

Contra o euro, o rublo perdia 3,2%, a 94,55, após ter chegado mais cedo ao menor patamar histórico de 101,03 no mercado interbancário.

Pela primeira vez desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia da Ucrânia, o banco central disse que irá sustentar o rublo com intervenções cambiais para garantir a estabilidade financeira.

O banco central pode aliviar a pressão sobre o rublo, uma vez que suas reservas de ouro e câmbio estão perto de máximas recorde de cerca de 640 bilhões de dólares, dizem analistas.

"Com guerra ou sem guerra, as tensões entre o Ocidente e a Rússia permanecerão altas por mais tempo, deixando o rublo sob pressão", disse Stephanie Kennedy, do Julius Baer.

Nenhum ativo russo saiu ileso, com as ações e títulos despencando. Os rendimentos do título referencial OFZ de dez anos, que se movimenta de forma inversa aos preços, subiu a 10,93%, máxima desde o início de 2016.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Diesel S-10 sobe 14% nos postos do Brasil em março por conflitos no Oriente Médio, mostra Ticket Log
Dólar fecha quase estável no Brasil com guerra no Oriente Médio no foco
Ibovespa fecha em alta com WEG em destaque
BCE deve responder rapidamente a sinais de desvios da inflação, diz Stournaras
Milhares de paraquedistas dos EUA chegam ao Oriente Médio conforme reforço militar se intensifica
Ações sobem mesmo com nervosismo sobre Oriente Médio